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Prova n.º 2 de Os 5 às 8 (Lisboa) 31 de Maio de 2002
Batuta199919
 Vinhas muito antigas de castas misturadasNiepoort
 14.5 % volDouro 
Vale Meão199918,4
 35% Touriga Nacional, 30% Tinta Roriz, 15% Tinta Amarela, 5% Tinta Barroca, 5% Tinto CãoQuinta de Vale Meão 
 13,5 % volDouro 
Quinta da Leda199918,1
 Touriga Nacional, Touriga Francesa e Tinta RorizFerreirinha (Sogrape) 
 13 % volDouro 
Vallado Reserva199917,8
 Vinhas Velhas: mais de 20 castas diferentes com predominância de Tinta Amarela, Tinta Barroca e Tinta Roriz (90%). Vinhas novas: Touriga Nacional (10%)Vallado 
 13,5 % volDouro 

Crónica
 

No dia 31 de Maio de 2002, reuniu-se a equipa de redacção de Os 5 às 8, tal como tem sido costume no Restaurante Verde Gaio em Lisboa/Campo de Ourique. Nesta prova apenas participaram quatro membros do painel, infelizmente o Tiago esteve ausente. A prova tinha como tema os vinhos do Douro mais famosos da colheita de 1999, decidimos ser generosos e fomos á garrafeira buscar as grandes preciosidades.

O procedimento utilizado foi o habitual: prova cega em que os participantes sabiam que vinhos estavam em prova, mas não sabiam a ordem pela qual eram servidos.

O Batuta confirmou-se como um vinho verdadeiramente excepcional. A cor é pura tinta da china, o aroma é automaticamente identificável pela enorme concentração e pelo aroma terroso que liberta. Na boca é o clássico exemplo do punho de aço numa luva de veludo, muito carnoso, cheio, um festival se aromas e sensações no palato. Um verdadeiro "monstrinho" que nos deliciou. E quase uma heresia beber este vinho agora tendo em conta aquilo que ele nos irá proporcionar no futuro, mas na verdade é quem é que lhe consegue resistir agora ? Que raiva que a produção seja tão limitada, argh ! Quantos anos vai viver? Muitos, muitos mesmo...

Esta garrafa de Vale Meão estava óptima, provavelmente a melhor que provámos até hoje. Cor vermelho escuro com bordos violáceos. Nariz muito aromático, atractivo em que predominam aromas de frutos pretos sobre um fundo especiado. Na boca, não é verdadeiramente um vinho de peso, porém não lhe falta concentração , prevalece uma elegância tremenda, com um excelente fim de boca.

O Quinta da Leda revelou-se um grande vinho, para muitos a surpresa da noite! Nariz muito elegante, madeira mesmo no ponto certinho, um modelo de finura. A boca é poderosa, cheia, generosa, decididamente um vinho que conquistou o painel.

Por fim (e que fim!) o Vallado Reserva. Que vinho fabuloso, redondo, poderoso, madeira um pouco presente mas de muita qualidade. Boca untuosa, gorda, taninos poderosos mas bem domesticados, grande volume, sem dúvida recorda os grandes generosos do Douro. Quantos anos vai viver ? Muitos também...


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