No dia 10 de Dezembro a equipa de redacção dos 5 às 8 reuniu-se no restaurante Verde Gaio. Compareceram todos os membros fixos do painel, a saber, Paula Costa, Rui Falcão, Pedro Gomes, João Quintela, e Tiago Teles. O jantar contou ainda com a simpática presença de Daniel Lopes. No seguimento do tema das provas pessoais, realizou-se a última delas, inserida no primeiro ciclo de 5 provas. Da autoria de Paula Costa, contou, no entanto, com os conselhos de João Quintela. Devido ao sucesso deste primeiro ciclo de provas, ficou, entretanto, decidido que seria brevemente iniciado o segundo ciclo de provas pessoais. E, pelo entusiasmo, promete muito esta segunda volta.
O critério de selecção utilizado foi, tal como na Prova de Vinhos do João, o de colocar em confronto vinhos portugueses monocasta, oriundos de diferentes regiões vinícolas. Neste caso a diferença incidiu no facto de todos os vinhos serem da colheita de 1995. No centro da escolha foi colocado um Touriga Nacional, oriundo do Douro, que não conseguiu revelar a sua tipicidade. Á sua volta apareceram as castas Trincadeira, proveniente do Ribatejo, o Aragonês do Alentejo, a Baga da Bairrada, e o Cabernet Sauvignon da Estremadura.
O vencedor destacado da noite foi o Esporão Aragonês 1995. Um vinho doce no aroma, com boa concentração e boca harmoniosa. Uma demonstração da capacidade de bem envelhecer dos grandes vinhos alentejanos, e do potencial desta casta, largamente utilizada em Espanha e conhecida como Tempranillo. Os vinhos classificados nos restantes lugares mostraram diversos problemas de evolução. Tanto no aroma como na prova de boca, revelaram ser vinhos não homogéneos. A acidez e os taninos estão mal inseridos no vinho, "trabalhando" cada qual para seu lado, demonstrando que nem só de taninos e acidez se faz a longevidade de um vinho. O Cabernet Sauvignon apresentou mesmo um defeito acentuado no nariz. As restantes posições ficaram assim ordenadas: Casa de Cadaval Trincadeira Preta 1995; Quinta do Ribeirinho Primeira Escolha 1995; Quinta da Leda Touriga Nacional 1995; Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon Special Selection 1995.
Para terminar, o jantar foi completado com um Porto LBV Fonseca Guimarães de 1997, gentilmente oferecido por Daniel Lopes. O vinho é dotado de um nariz frutado e de um carácter alcoólico forte. Este ligeiro desequilíbrio permite um forte impacto inicial na boca, mas a falta de concentração de sabor acaba por criar um final de boca curto e algo metálico.
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