Todos os vinhos provados Vinhos provados
 Todas as provas cegas Provas cegas
 Todos os Artigos Artigos
 Forum discussão Forum discussão
 Informações sobre o mundo do vinho Conhecer o vinho
 Todas as regiões de produção do vinho Regiões
 Todos os produtores Produtores
 Formulário para enviar Notas de Prova Enviar Notas
 Livros relacionados com vinho Livros
 Lojas de vinho Lojas
 Restaurantes Restaurantes
 Informação sobre o grupo de prova Quem somos
 Os nossos contactos Contactos
 Web sites interessantes ou úteis Links
        
 
Prova n.º 18 de Os 5 às 8 (Lisboa) 10 de Dezembro de 2002
Aragonês Esporão199515,2
 AragonêsFinagra - Herdade do Esporão
 13,5 % volAlentejo 
Casa Cadaval Trincadeira Preta199514,7
 Trincadeira PretaCasa Cadaval 
 13 % volRibatejo 
Quinta do Ribeirinho Primeira Escolha199514,0
 BagaLuís Pato 
 12,5 % volBairrada 
Quinta da Leda Touriga Nacional199513,9
 Touriga NacionalSogrape/Ferreira 
 12,5 % volDouro 
Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon Special Selection199512,1
 Cabernet SauvignonQuinta de Pancas 
 13 % volEstremadura 

Crónica
 

No dia 10 de Dezembro a equipa de redacção dos 5 às 8 reuniu-se no restaurante Verde Gaio. Compareceram todos os membros fixos do painel, a saber, Paula Costa, Rui Falcão, Pedro Gomes, João Quintela, e Tiago Teles. O jantar contou ainda com a simpática presença de Daniel Lopes. No seguimento do tema das provas pessoais, realizou-se a última delas, inserida no primeiro ciclo de 5 provas. Da autoria de Paula Costa, contou, no entanto, com os conselhos de João Quintela. Devido ao sucesso deste primeiro ciclo de provas, ficou, entretanto, decidido que seria brevemente iniciado o segundo ciclo de provas pessoais. E, pelo entusiasmo, promete muito esta segunda volta.

O critério de selecção utilizado foi, tal como na Prova de Vinhos do João, o de colocar em confronto vinhos portugueses monocasta, oriundos de diferentes regiões vinícolas. Neste caso a diferença incidiu no facto de todos os vinhos serem da colheita de 1995. No centro da escolha foi colocado um Touriga Nacional, oriundo do Douro, que não conseguiu revelar a sua tipicidade. Á sua volta apareceram as castas Trincadeira, proveniente do Ribatejo, o Aragonês do Alentejo, a Baga da Bairrada, e o Cabernet Sauvignon da Estremadura.

O vencedor destacado da noite foi o Esporão Aragonês 1995. Um vinho doce no aroma, com boa concentração e boca harmoniosa. Uma demonstração da capacidade de bem envelhecer dos grandes vinhos alentejanos, e do potencial desta casta, largamente utilizada em Espanha e conhecida como Tempranillo. Os vinhos classificados nos restantes lugares mostraram diversos problemas de evolução. Tanto no aroma como na prova de boca, revelaram ser vinhos não homogéneos. A acidez e os taninos estão mal inseridos no vinho, "trabalhando" cada qual para seu lado, demonstrando que nem só de taninos e acidez se faz a longevidade de um vinho. O Cabernet Sauvignon apresentou mesmo um defeito acentuado no nariz. As restantes posições ficaram assim ordenadas: Casa de Cadaval Trincadeira Preta 1995; Quinta do Ribeirinho Primeira Escolha 1995; Quinta da Leda Touriga Nacional 1995; Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon Special Selection 1995.

Para terminar, o jantar foi completado com um Porto LBV Fonseca Guimarães de 1997, gentilmente oferecido por Daniel Lopes. O vinho é dotado de um nariz frutado e de um carácter alcoólico forte. Este ligeiro desequilíbrio permite um forte impacto inicial na boca, mas a falta de concentração de sabor acaba por criar um final de boca curto e algo metálico.


Copyright © 2002 Os 5 às 8