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Prova n.º 25 de Os 5 às 8 (Lisboa) 19 de Fevereiro de 2003
Quanta Terra200016,9
 Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta BarrocaQuanta Terra - Soc de Vinhos Lda
 13 % volDouro 
Quinta de Sá de Baixo Grande Escolha200016
 Touriga Nacional. Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinta AmarelaEncostas do Douro 
 14 % volDouro 
Quinta da Pellada 100% Jaen200015,7
 100% JaenÁlvaro Castro 
 12,6 % volDão 
Château de Pez200015,3
 Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Petit VerdotSocieté Civile La Selle Saint-Estéphe 
 13,5 % volBordéus (França) 
Baron de B Reserva200015
 Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet SauvignonBCH 
 13,5 % volAlentejo 

Crónica
 
No dia 18 de Fevereiro a equipa de redacção dos 5 às 8 reuniu-se no restaurante Verde Gaio. Compareceram todos os membros fixos do painel, a saber, Paula Costa, Pedro Gomes, João Quintela, Rui Falcão e Tiago Teles. Estava agendada a 2ª ronda da prova de vinhos do Rui mas, por dificuldades de calendário dos diversos membros, acabou por ficar adiada. O painel adoptou o critério fixo de vinhos da colheita de 2000. Como é costume, cada participante levou uma garrafa, sendo a prova duplamente cega.

O painel resultou bastante interessante, a começar pelo fraco desempenho de um vinho, ultimamente badalado pela crítica especializada. O Baron de B Reserva de 2000 cedo revelou a receita utilizada por alguns produtores alentejanos. O excesso alcoólico é facilmente perceptível ao nariz. O vinho tende rapidamente para um final de boca prolongado por uma acidez marcadamente artificial. Um vinho pesado.

O quarto lugar foi alcançado por um vinho francês. O Chateau de Pez 2000 está inserido no grupo de vinhos de qualidade, produzidos na região de Bordéus - os Cru Bourgeois. Este grupo aparece em segundo lugar na hierarquia Bordalesa, logo a seguir aos famosos e inacessíveis Cru Classé. No número de Fevereiro da revista francesa "La Revue du Vin de France", este vinho alcançou a segunda posição numa prova intitulada "Crus bourgeois contre seconds vins". Tratou-se de um embate entre os "Crus Bourgeois" e as segundas marcas dos conhecidos produtores "Cru Classé". A madeira marca um pouco o nariz deste vinho mas, a concentração de aromas faz prever uma boa evolução. Na boca a carga de taninos é evidente, lembrando que ainda é cedo para beber este vinho. Desilusão? A resposta é difícil porque nunca sabemos o que esperar de um vinho francês.

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respectivamente, o Quinta Sá de Baixo Grande Escolha 2000 e o Quinta da Pellada 100% Jaen 2000. Dois estilos opostos. O primeiro aposta na força, criando um perfil austero, enquanto o segundo procura aromas doces, apostando claramente num perfil elegante. Por essa razão, foram os vinhos menos consensuais entre os provadores do painel.

O vencedor da noite não necessita de apresentação neste site. O seu perfil frutado e equilibrado fazem-no um caso sério de qualidade. O Quanta Terra 2000 deixou para trás essa triste moda duriense de excesso de madeira e de sobrematuração perceptível. Para mais, o seu preço faz deste vinho uma das melhores relações preço/qualidade do nosso mercado.


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