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Prova n.º 6 de Os 5 às 8 (Lisboa) 28 de Junho de 2002
Protos Reserva199416,9
 100 % Tempranillo (Aragonês/Tinta Roriz)Protos
 13 % volRibera del Duero (Espanha) 
Alion199416,3
 100 % Tempranillo (Aragonês/Tinta Roriz)Bodegas y viñedos Alion 
 13,5 % volRibera del Duero (Espanha) 
Passadouro199416,2
 Lote de castas misturadas de vinhas velhasNiepoort 
 13 % volDouro 
Qta da Pellada199514,5
 Touriga Nacional, Tinta Roriz e AlfrocheiroÁlvaro Castro 
 13 % volDão 

Crónica
 

No dia 28 de Junho de 2002 reuniu-se a equipa de redacção de Os 5 às 8, e tal como vem sendo hábito escolhemos o restaurante Verde Gaio para efectuar a nossa prova. Nesta prova o Tiago Teles esteve ausento por ter assumido outros compromissos, daí desta vez o painel ter sido composto por apenas quatro provadores. A prova tinha como tema vinhos da colheita de 1994 sem ter outros critérios como países, regiões ou castas.

Como de costume a prova era cega e cada provador apenas sabia qual o vinho que tinha trazido, não sabendo no entanto qual a ordem de serviço dos vinhos.
Como se pode verificar os dois vinhos Espanhóis portaram-se muito bem. O Protos foi um vinho muito consensual, tendo merecido uma votação muito homogénea por parte do painel. Representa um estilo mais clássico dos Ribera del Duero, facto que se nota na cor e no aroma com notas de couro e alguns toques animais. Na boca tem um paladar bastante aveludado, corpo médio, relativamente elegante. Já o Alion foi um vinho que suscitou muitos comentários e alguma controvérsia, dividindo-se o painel entre quem gostasse muito e quem lhe encontrasse defeitos (na garrafa provada). Este vinho já foi provado numerosas vezes por este painel e sempre foi bem pontuado, desta vez houve menos consenso... eventualmente um problema com esta garrafa. O que foi mesmo consensual foi a juventude que este vinho ainda apresenta, é impressionante a "força" que este vinho tem, foi de longe o vinho que se apresentou mais jovem e poderoso.

O Passadouro apesar de ter sido decantado com alguma antecedência "gritava" por mais arejamento. Não deixa de ser curioso que ao longo da prova o vinho foi alternando entre um nariz relativamente fechado e um nariz mais exuberante o que tornou a prova um pouco confusa. No final a conclusão é que ainda é cedo para poder apreciar este vinho em todo o seu potencial.

O Quinta da Pellada, de novo, (ver última prova) foi uma pequena desilusão. Não sei se o vinho está a passar por uma má fase ou se está mesmo em franca queda, a verdade é que esta garrafa estava com um nariz pouco interessante e sem corpo/estrutura nem elegância.

No final de prova ainda foi aberto o Vinha Grande 1994, da Ferreirinha (extra classificação) e um Artur Barros e Sousa Malvasia Reserva (vinho da Madeira). O Vinha Grande estava de muito boa saúde, com muita frescura de nariz e de boca. O Malvasia apresentou-se como de costume, muito elegante de nariz e com um fim de boca looooongo...


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