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| Aigle Les Murailles 2001 |
| Produtor: | Henri Badoux |
| D.O. / Zona: | Vaud |
| País: | Suiça |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | 100% Chasselas |
| Estágio: | Em barrica |
| Graduação (% vol.): | 13,5 |
| Enólogo: | Henri Badoux |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Novembro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
Comentário prova:
 | Então os suíços também fazem vinho? Os tais do segredo bancário e do cão São Bernardo? Pois é, desenganem-se, o país helvético não se resume a chocolate, relógios de cuco, horários escrupulosos, heidi e respectivo avôzinho e queijo... Fiquem sabendo que a Suíça é um produtor médio em quantidade e que tem enorme orgulho nos seus vinhos. Falamos sobretudo de vinho branco, embora a região de Ticino se tenha especializado na casta Merlot e a casta Gamay esteja em franca expansão por todo o país, e falamos sobretudo dos cantões de língua francesa. A casta Chasselas é a casta rainha, a casta clássica que todos, ou quase todos, associam ao país dos Alpes (a casta Chasselas partilha com a casta Moscatel a dupla qualidade de uva de mesa e "uva de vinho").
Mas deixemo-nos de divagações e vejamos o que este vinho nos transmite. Mostra cor amarelo palha, com ligeiro desprendimento de bolha, bolha muito fina que manifesta alguma tendência para se manter no copo, mesmo após volteio violento do copo.
No nariz surpreendem logo de início os aromas lácteos, aromas originais, embora pouco vincados. Descobre-se ainda um toque vegetal no fundo, mas tudo muito redondinho, muito discreto e muito neutro. E neutral é mesmo a melhor palavra para descrever este vinho de uma país, ele próprio neutral. A boca é recatada, comedida, discreta, com boa acidez, mas curta, bastante curta. Não é particularmente intensa, é ligeira na estrutura, mostrando um "ar quase deslavado".
E o que é preocupante é que é um vinho caro, obviamente demasiado caro para aquilo que consegue oferecer de satisfação e de prazer...
No final uma palavra para o rótulo, uma obra prima meio barroco, meio estado novo, meio naíf... |
| Ptos*: | 13,5 |
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| Data publicação: | Junho 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Controversa quanto às suas origens, a casta Chasselas, também conhecida por Fendant, parece ter-se "aclimatado", com relativo sucesso, às terras helvéticas. São muitas as vozes que se levantam para lhe enaltecer os méritos, mais como uva de mesa e menos como ingrediente para a adega, mas nem por isso, os suiços abdicam dela para vinificar muitos dos seus vinhos brancos. Presença de ligeiro carbónico. Muitos apontamentos tostados, a lembrar pão torrado, fumo, nuance amanteigada, iogurte, natas e sugestões amendoadas. Gordo na boca, mas, simultaneamente, um pouco deslavado, com alguma indefinição de sabores na evolução e, carenciado de mais acidez de forma a compensar a untuosidade da textura. Agradáveis apontamentos tostados num pós-gosto com média persistência. Não abundam os termos de comparação, mas ficou-nos uma vaga sensação de um vinho que ficou a meio caminho entre aquilo que é e aquilo que poderia ter sido. Quem é que não sentiu já isto? |
| Ptos*: | 14,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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