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| Batuta 1999 |
| Produtor: | Niepoort (Vinhos) SA |
| D.O. / Zona: | Douro |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | Tinta Amarela, Tinta Roriz e Touriga Franca |
| Estágio: | 21 meses em barricas novas de carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 14,7 |
| Enólogo: | Dirk Niepoort |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Setembro 2002 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Junho 2002 |
Comentário prova:
 | Se tem medo do escuro evite olhar para ele porque é "de fugir". Se é contra a violência não o leve à boca porque vai ficar "knock-out". É isto que o espera ao aproximar-se deste vinho que, ainda fechado, é já um compêndio de aromas: notas minerais e terrosas dão o mote para um conjunto onde se misturam o fruto preto e as notas silvestres. Cola-se literalmente às paredes do copo e insinua-se com rara frescura, com a madeira e o poder alcoólico perfeitamente integrados. Demolidor na estrutura, imenso no extracto, grosso, com taninos suculentos, a pedir que o mastiguem e, ainda assim, refinado. Evolução em crescendo com um final inesquecível. Arrasador no estilo, excessivo na originalidade, é a expressão perfeita do seu terroir. Não será fácil escolher o casamento gastronómico ideal mas, em boa verdade, ninguém se quer divorciar dum vinho desta envergadura. Em contra-ciclo e à revelia do circuito «mainstream», reúne todas as condições para se tornar num vinho de culto. Não faz esquecer esse colosso que era o Batuta 95, mas apaga da memória a esmagadora maioria dos vinhos portugueses. Feito à imagem e semelhança de Dirk Niepoort... é um tinto enoooooorme! |
| Ptos*: | 19 |
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| Data publicação: | Outubro 2002 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Junho 2002 |
| Comentário prova: | Dirk Niepoort loteia as suas melhores vinhas velhas neste Batuta. Como jovem, pouco mostra para além da enorme densidade, intensidade e força. Mas, à medida que é arejado começa a revelar um leque de aromas a bagas silvestres, uma intensa frescura que enche o palato médio e perdura até ao fim de boca. Este Batuta cheira a bosque e a terra, a cerejeira carregada de fruta madura a cair para o chão. Este aroma de cereja mistura-se com ameixas pretas e algum licor. Com uma extraordinária carga de taninos, poderoso e com toda a fruta este vinho "agarra" o palato e não o larga, num eterno fogo sem calor. O espantoso deste vinho é a harmonia alcançada entre a força e a elegância, o vinho forte como o aço e no entanto suave como veludo. |
| Ptos*: | 19 |
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| Data publicação: | Abril 2003 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Abril 2003 |
| Comentário prova: | Este famoso vinho português não necessita de apresentação. Depois do enorme sucesso que alcançou no seu lançamento, o vinho atravessa actualmente uma fase quase neutra. Esta constatação tornou-se evidente em alguns vinhos portugueses, subsistindo a dúvida se isso é sinal de falta de qualidade, ou sinal dum comportamento típico. Esta fase complicada, que alguns vinhos portugueses apresentam no seu envelhecimento, parece-me mais uma desculpa inventada por quem quer manter a imagem desses vinhos intocável.
Bebido em prova cega. O nariz está fechado e com ligeiro desequilíbrio alcoólico. Sem agitar o copo predominam aromas a verniz. Volteando o vinho surgem aromas de chocolate, de fruto preto e de madeira.
Na boca o vinho tem uma carga de taninos demasiado forte e deslocada do conjunto estrutural (sintoma comum nos vinhos portugueses que "fecham para obras"!), resultando numa envolvência moderada/longa do palato. A espessura do vinho apresenta uma textura rugosa. A acidez é fresca. A persistência dos sabores concentrados a chocolate e a resinas criam um final de boca longo e amargo. Fechou para obras ou "morreu" com 4 anos de idade? |
| Ptos*: | 16,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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