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E&E Black Pepper 1998
Produtor:Barossa Valley Estate
D.O. / Zona:Barossa
País:Austrália
Tipo de vinho:Tinto
Castas:100% Syrah
Estágio:18 meses em 80% carvalho americano e 20% carvalho francês
Graduação (% vol.):14,5
Enólogo:Natasha Mooney
Preço:

Data publicação:Abril 2003
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:

Provado em prova cega. Basta mirar a cor deste vinho no copo para nos apercebermos do brilho, do poder, da força interior deste enorme Syrah. Elaborado a partir de cepas com 60 anos, este tinto australiano apresenta um leque quase perfeito de aromas, um arco com princípio e fim bem definidos, enorme em estatura, mas subtil no detalhe. Frutado, quase generoso, saturado de ameixas pretas é um colosso de concentração. Não posso deixar de referir um muito curioso aroma a noz moscada, aroma pouco vulgar na tradicional paleta de aromas.
O álcool está perfeitamente integrado, o vinho é delicioso, os taninos são suaves e aveludados, terrosos, intensos, abrindo-se num leque perfeito. A acidez é fabulosa, fresca, vibrante. Estruturado, equilibrado, voluptuoso, cheio, é um vinho cheio de intensidade e profundidade. A boca sempre em perfeito crescendo, à medida que o vinho vai arejando, este é um vinho para durar mais de 10 anos.
É um autêntico luxo, é sensual, lascivo, libidinoso, carnal. Aproveite!
Ptos*:19


Data publicação:Maio 2003
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:Está sentado? Então, aí vai. A cor e a concentração são de tal ordem que apenas o bordo acusa tonalidades granada/violáceas. Menos "peppery" do que o nome faria supor, com um perfil marcadamente mineral, dominado por notas de carvão e apára de lápis. Surgem, depois, as impressões balsâmicas e resinosas, toda a madurez do fruto, a extrema elegância e sensualidade das notas achocolatadas e a mais-valia aromática de uma madeira absolutamente estonteante. Enorme na arquitectura e incomensurável na finura, com as notas de framboesa e ameixa a projectarem-se numa boca muito densa. Não se sente qualquer vestígio do seu poder alcoólico e a estrutura e polimento dos taninos é impressionante. Um final muito longo, ao melhor estilo "Duracell". E dura... e dura! Para hoje... e para mais uma década, pelo menos. Um vinho luxuriante, puro "glamour" e uma obra notável da enologia australiana. Fantástico. Descomunal. O vinho no superlativo ou no pretérito mais que perfeito. Depende da perspectiva...
Ptos*:19


Data publicação:Novembro 2003
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:Mais um grande vinho Australiano. Bebido em prova cega. Nariz intenso e penetrante. Fruta, muita fruta. Os aromas de fruto preto são cobertos por um envolvência balsâmica inebriante, com toques frescos de mentol. Os aromas tostados e de especiariais são de grande qualidade, completados por cheiros de flores silvestres e minerais. Sente-se, também, a untuosidade da baunilha. Na boca o vinho é encorpado. O peso da forte concentração de sabor é compensado por uma acidez extraordinária. A envolvência do palato médio é demorada. O final de boca é persistente com sabores densos a fruta e minerais, acentuados por taninos gostosos. Palavras para quê?
Ptos*:19

* Base de pontuação 20