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| Borges Trincadeira 2001 |
| Produtor: | Borges |
| D.O. / Zona: | Dão |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 100% Trincadeira |
| Estágio: | 6 meses em carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 14 |
| Enólogo: | Anselmo Mendes |
| Preço: |     |
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| Data publicação: | Outubro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Outubro 2003 |
| Comentário prova: | Provado em prova cega. Cor vermelha, sem qualquer exagero cromático, mas plena de galhardia. Curiosamente as primeiras sugestões transmitida por este vinho são as fortes componentes citrinas que se desprendem. Soltam-se sugestões de laranja, tangerina e sobretudo toranja... convenhamos que aromas pouco vulgares num vinho tinto. A banana não fica de fora, e junta-se assim a este verdadeiro "cocktail" exótico e invulgar. Não é um vinho fácil de caracterizar, semeando a confusão e o dilema entre quem tem de o classificar. Pressente-se um secura de taninos e uma acidez forte nos bastidores deste vinho que criam grande antecipação na prova de boca.
Primeira constatação, a acidez confirma-se plenamente. Uma acidez forte, pronunciada, quase um ataque frontal, uma autêntica pega de caras! E depois vêm os taninos, descomunais, garantidamente não são pêra doce nem dócil. E no entanto percebe-se que a fruta está lá, como que a querer desabrochar, despontar, florir, dando um novo élan ao vinho. É fresco, muito fresco e promete vir a melhorar marcadamente no futuro.
Sem dúvida que tem muito pouco em comum com os restantes Trincadeiras que se produzem em Portugal. É um interpretação muito original da casta, vindo de uma região onde a casta tem poucas tradições. |
| Ptos*: | 16 |
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| Data publicação: | Outubro 2003 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Outubro 2003 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Mediana concentração cromática, com um início marcado por uma forte componente vegetal. Perfil austero, ainda marcado por alguma clausura aromática, combinando apontamentos minerais e vegetais com notas de toranja, por detrás dos aromas voláteis da madeira e do álcool. Não especialmente encorpado, entra redondo, nada pesado no ataque, muito fresco e muito consistente no comprimento final. Perde-se a percepção alcoólica e , em simultâneo, ganha-se uma estrutura tanínica de respeito. Um perfil nervoso, um "todo" que ainda não casou, e onde falta encontrar a harmonia entre as partes. A robustez dos taninos e o vigor da acidez estão a "sufocar" a fruta e deixá-lo repousar em garrafa é sinal de sensatez. Distante dos perfis alentejano e ribatejano e, eventualmente, uma nova interpretação da casta. Em todo, este Trincadeira... não é brincadeira! |
| Ptos*: | 15,5 |
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| Data publicação: | Novembro 2003 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Outubro 2003 |
| Comentário prova: | Esta casta consegue excelentes exemplares no sul do país mas, esta amostra nortenha é de louvar. Nariz com muita fruta vermelha. Perfil alicorado, frescura a bosque molhado e uma cremosidade evidente. A madeira está muito bem integrada e o álcool sente-se por detrás. A complexidade sugere também aromas a banana e citrinos. Na boca o vinho é amplo, terminando longo, com persistência de sabores minerais, fumados e vegetais, num estilo bem diferente do nariz. Os taninos estão envolvidos no sabor, conferindo uma estrutura rica ao vinho. A acidez viva corta ligeiramente a evolução de boca. |
| Ptos*: | 16,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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