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| Calvario 2000 |
| Produtor: | Finca Allende |
| D.O. / Zona: | Rioja |
| País: | Espanha |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 90% Tempranillo, 8% Garnacha e 2% Graciano |
| Estágio: | 14 meses em carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 14 |
| Enólogo: | Angel de Gregorio |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Abril 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Abril 2003 |
Comentário prova:
 | Provado em prova cega. A cor é vermelha escura, retinta, quase opaca, com bordos violetas, um bom prenúncio de prova.
Sobressaem imediatamente notas intensas de fruta madura, fruta vermelha madura, sem excessos, sem sobrematuração, mas intensa e vibrante. Apresenta cereja e ginja em profusão, mostra um ligeiro alicorado e leves notas florais que alegram o nariz. Existe um "fundo" de nariz, lá na retaguarda onde se sente a madeira em que estagiou, mas que felizmente não é suficiente para incomodar. Após algum arejamento surgem agradáveis sugestões minerais, algo que confesso valorizar particularmente num vinho. Com uma complexidade crescente, congrega aromas tão díspares como cedro, café, grão de pimenta e notas balsâmicas. Nota-se que valoriza a elegância, mas uma elegância complexa, poderosa, quase autoritária.
A boca apresenta uma extraordinária frescura, uma acidez vincada, mas superiormente integrada no conjunto. É glicérico, frutado, complexo, é sobretudo um vinho "alegre" e vivo. Bem estruturado, carnudo, tem um fim de boca prolongado e elegante. Os taninos são potentes, mas do tipo suave, quase doces, muito equilibrados. Um belíssimo vinho.
É fácil perceber a razão que levou este vinho a ter alcançado o estatuto de vinho de culto em Espanha. Tem defeitos? Sim! Quais? O preço, talvez excessivo e o factor raridade... |
| Ptos*: | 18 |
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| Data publicação: | Maio 2003 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Abril 2003 |
| Comentário prova: | Com poucos anos de existência, esta casa produtora tem conseguido criar uma imagem forte em Espanha. Representa o exemplo dum produtor que procura um perfil idealizado nos vinhos de Bordéus (Aurus) e nos vinhos da Borgonha (Calvario). Coincidência ou não, o perfil aromático deste último vinho recordou-me imenso o Chryseia 2000.
Bebido em prova cega. O aroma é denso com notas evidentes de chocolate, de fruto preto, e de madeira. Uma componente gorda, a lembrar manteiga, confere um carácter espesso ao aroma. Ao agitar o copo soltam-se nuances vegetais, a lembrar seiva e resinas. Existe uma ligeira doçura associada a perfume de rosas.
Na boca, o final é longo e fresco, com persistência de sabores concentrados a madeira e a vegetais. A forte carga de taninos acaba por secar os sabores, originando uma envolvência moderada/longa do palato. Uma ligeira percepção amarga, indica-nos que o vinho necessita, ainda, de algum polimento. Espere dois anos para voltar a abrir uma garrafa. |
| Ptos*: | 17 |
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* Base de pontuação 20 |
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