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Casa Castillo Pie Franco 1998
Produtor:Casa Castillo - Julia Roch e Hijos C.B.
D.O. / Zona:Jumilla
País:Espanha
Tipo de vinho:Tinto
Castas:100% Monastrell (Mourvédre)
Estágio:14 meses em barricas de carvalho Allier
Graduação (% vol.):14,5
Enólogo:José María Vicente
Preço:

Data publicação:Abril 2003
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:

Provado em prova cega. Compota de tomate, é esta a nota que mais se destaca no aroma deste vinho. Mas não é a única, surgem também as notas de verniz, em excesso, fortíssimas, um pouco de aniz e alguma cereja. Existem ainda aromas alicorados, geleia e algumas sugestões minerais. O ataque na boca é macio, suave, quase discreto, até frutado. Mas nada nem ninguém pode prever o que vem a seguir, um final quase opressivo, forte, poderoso, musculado, cheio de esteroides, uma locomotiva em andamento, todo ele em excesso. É um vinho desconcertante e que acaba por ser prejudicado pelos excessos cometidos. Dêem-lhe tempo para harmonizar todos os componentes e podemos ter aqui um vinho curioso...
Ptos*:14,5


Data publicação:Maio 2003
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:Bebido em prova cega. Desconhecia este vinho mas foi-me dito que fez furor no seu lançamento. O nariz tem intensidade média e está muito fechado. Álcool perceptível. Os aromas da madeira (especiariais e cera) comandam um pouco o leque de cheiros, acompanhados por nuances minerais e de fruto preto.
Na boca os sabores da madeira (tostados e fumo) são evidentes. A estrutura de taninos é muito forte e deslocada do conjunto de sabores, algo que me desagrada particularmente. A concentração é boa e a acidez equilibrada. A envolvência do palato e do final de boca é moderada/longa. Um vinho forte, de perfil austero e rústico. Para quem gosta de sensações fortes e secas.
Ptos*:15


Data publicação:Maio 2003
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:Límpido e muito brilhante. Intenso e profundo na sua cor granada. Excessivamente alcoólico, com a madurez do fruto e os aromas especiados muito "mascarrados" por notas de cera e sensações envernizadas. Um estilo irreverente, "irrequieto", dando sinais de ainda não ter "casado" completamente. Potente mas, simultaneamente, desequilibrado, com um final demasiado agressivo, tal é a secura dos taninos. O repouso em garrafa só lhe vai fazer bem, mas custa a acreditar que algum dia venha a mostrar-se elegante e harmonioso. Um "Pie Franco" que, muito francamente, é mais fraco do que se poderia esperar.
Ptos*:15,5

* Base de pontuação 20