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| Casal Figueira Licoroso 2000 -amostra de casco- |
| Produtor: | António Carvalho |
| D.O. / Zona: | Estremadura |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | Petit Manseng |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | 12,5 |
| Enólogo: | António Carvalho |
| Preço: | - |
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| Data publicação: | Maio 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Maio 2003 |
| Comentário prova: | Provado em prova cega. Cor amarelo ouro, com o lado dourado bem carregado. A primeira impressão aromática é bastante singular, aponta para muita salsa e coentros, coisa nunca vista, sobretudo com esta intensidade! Denota fumado ligeiro, abundante fruta branca, sobretudo pêra cozida. Os aromas florais são intensos e generosos, merecendo particular destaque as elegantes notas a pétalas de rosa.
A boca é francamente agradável, muito elegante, fina, harmoniosa, simultaneamente potente e sofisticada. É glicerinado, untuoso, gordo, com um ataque surpreendente pela delicadeza e leveza e com um fim... que não tem fim. Apesar da doçura, tem acidez sólida que lhe permite manter uma revigorante frescura. É um vinho surpreendente, um vinho muito original, sem rival em Portugal. Eis um bom exemplo de como se pode (e deve) inovar, descobrindo novos produtos com qualidade. |
| Ptos*: | 17 |
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| Data publicação: | Junho 2003 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Maio 2003 |
| Comentário prova: | Límpido, muito brilhante e carregado de laivos dourados. Nariz muito subtil, pleno de frescura e delicadeza, com as notas de flores brancas, a casca de tangerina, o ténue amendoado e a sensação a hortelã-pimenta a entrosarem-se com apontamentos fumados e tostadas. Muito macio no ataque com uma nota adocicada a trazer à memória alguns Riesling alemães. Encorpado, untuoso e vibrante, numa comunhão perfeita entre corpo, doçura e acidez. Um final memorável, com uma persistência e profundidade aromáticas invulgares. Um portento de acidez com o final a desmultiplicar-se em sucessivos encores. Extraordinária versatilidade de conjunto, podendo casar com um prato principal ou funcionar como vinho de sobremesa. Uma pequena amostra do que, se nos é permitido sonhar, deveria ser uma mostra dos vinhos brancos portugueses. Infelizmente, comparar isto com o resto dos vinhos nacionais não será muito diferente de confundir o oásis com o deserto. Depois disto, quem tem coragem para dizer que Portugal não tem vocação para a produção de vinhos brancos? Depois disto... nada será como dantes! Nem parece português... mas é! Felizmente... |
| Ptos*: | 17,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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