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Chivite Colección 125 Vendimia Tardía 2000
Produtor:Bodegas Julian Chivite
D.O. / Zona:Navarra
País:Espanha
Tipo de vinho:Branco doce
Castas:100% Moscatel de Grano Menudo
Estágio:9 meses em carvalho francês Allier
Graduação (% vol.):13,5
Enólogo:Ladislao Montiel
Preço:

Data publicação:Março 2003
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Março 2003
Comentário prova:Cor amarelo ouro de aspecto brilhante e cristalino. Nariz com enorme concentração, cheio de aromas complexos, com grande concentração. Surgem notas de mel, notas citrinas e uma extraordinária sobrematuração. Ligeiras notas petroladas. Este vinho de podridão nobre é rico na sua expressão de botrytis, com notas pronunciadas a cogumelos selvagens e insinuações a bosque húmido. É um vinho verdadeiramente sedutor, carregado de personalidade, floral, ligeiramente balsâmico.
A boca é gorda, doce, untuosa, densa, ampla, cheia, mas com extraordinária acidez que lhe imprime enorme frescura. Equilibrado, muito aromático revela um retronasal evidente a botrytis. Este é um vinho onde a licorosidade, a acidez, a doçura e a fruta passa se elevam à máxima potência. O fim de boca é quase infinito, num crescendo de força e elegância que parece não ter fim.
Um excelente Moscatel de podridão nobre.
Ptos*:17


Data publicação:Junho 2003
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Março 2003
Comentário prova:Que perfume! Amplo na fragrância, um autêntico "vin de toillette"... de cair para o lado! Todo um repositório de aromas com as notas de tangerina, alperce e calda de pêssego a misturarem-se com os frutos tropicais, o toque floral e as sensações fumadas. E, finalmente, para que não restassem dúvidas, as sensações terrosas a trazer à memória a presença da "Botrytis". Espesso, glicérico, muito fresco, com uma componente ácida suficientemente robusta para equilibrar a doçura do conjunto. Um ataque e uma evolução onde a finura da untuosidade e a delicadeza da viscosidade são absolutamente sublimes. Falta-lhe maior comprimento final para "esmagar", mas é indiscutível a perfeita sintonia entre a Moscatel e a "cinerea". Não sabemos se evoluirá como os grandes Sauternes, mas, em novo, é um magnífico vinho de sobremesa, tão nobre quanto a podridão que o moldou. Desconcertante, tal é a avalanche de sensações que transmite. Uma espécie de elixir epicurista. E a garrafa é tão pequena. Da sua memória não varra... este Navarra!
Ptos*:18

* Base de pontuação 20