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| Chocapalha 2001 |
| Produtor: | Casa Agrícola das Mimosas Lda |
| D.O. / Zona: | Estremadura |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alicante Bouschet |
| Estágio: | 15 meses em barricas carvalho francês Allier |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | Sandra Tavares da Silva |
| Preço: |    |
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| Data publicação: | Julho 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Julho 2003 |
Comentário prova:
 | Cor vermelha, um pouco aberta, mas ainda com razoável concentração. Salta de imediato ao nariz a tosta da madeira, imensamente intensa, aliada à doçura do caramelo. Saltam também ao nariz as muito curiosas notas de banana seca... Nesta fase a tosta da barrica domina de tal forma o aroma, que torna quase impossível a tarefa de descoberta de outros aromas nas profundezas do copo. Com isso a prova aromática acaba por ser unidimensional e um pouco redutora. Está certo, ainda se distinguem algumas leves notas especiadas e distantes aromas vegetais, mas pouco mais se consegue descortinar neste vinho.
Bom ataque, fresco, dinâmico, revela-se um vinho completamente diferente na boca. Acidez pronunciada (provavelmente mesmo demasiado marcada), peca pela estrutura ligeira que não tem capacidade para "absorver" tamanha acidez. Infelizmente acusa um buraco entre o fim e o meio do palato que acaba por prejudicar a prova. Em compensação confesso que gostei de sentir um leve toque mineral nas profundezas do vinho que lhe permite ter alguma distinção. Um vinho a revisitar no futuro. |
| Ptos*: | 14 |
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| Data publicação: | Julho 2003 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Julho 2003 |
| Comentário prova: | Mediano na profundidade com a cor rubi a misturar-se com laivos avermelhados. Tons vivos mas que parecem esmorecer em demasia junto ao bordo. Modesto na complexidade aromática com pronunciados apontamentos vegetais, por vezes agressivos, a combinarem-se com registos tostados e queimados. Uma madeira que acaba por "reprimir" as sensações frutadas e donde, de tempos a tempos, se libertam aromas de casca de árvore e de bosque. Cheio na boca, muito macio no ataque e no início da evolução... mas depois! O depois é uma correcção ácida que acaba por desequilibrar a prova, tornando o conjunto quase "cortante" na transição entre a evolução e o final de boca. Um final modesto e secante a que faltam extracção e doçura de fruto que compensem essa vincada acidez. Peca pela falta de equilíbrio e harmonia tanto de aromas como de sabores e, feitas as contas, o resultado final surge desconjuntado e acaba por ser pouco gratificante. Estão lá a madeira, a acidez e... pouco mais. E, acima de tudo, faltam-lhe argumentos para justificar o preço que reclama. Um vinho que choca a palha... e a carteira! |
| Ptos*: | 13,5 |
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| Data publicação: | Dezembro 2003 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Outubro 2003 |
| Comentário prova: | Nariz de intensidade média, equilibrado por uma componente vegetal e frutada. Ligeiro toque terroso e floral, envolvido pelas especiarias da madeira de estágio. Na boca tem um ataque forte que envolve o palato com aromas a madeira, de boa persistência mas sem delicadeza. O final de boca é moderado e, tal como na envolvência aromática, a madeira marca em demasia os sabores. A acidez é fresca e puxa pelo conjunto estrutural, onde os taninos marcam presença seca. A estrutura é média num vinho que, como tantos outros hoje em dia, sabem a madeira. Onde está a fruta? |
| Ptos*: | 13,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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