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| Clarendon Hills Cabernet Sauvignon Sandown Vineyard 1998 |
| Produtor: | Clarendon Hills |
| D.O. / Zona: | McLaren Vale |
| País: | Austrália |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 100% Cabernet Sauvignon |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | 14,5 |
| Enólogo: | Roman Bratasiuk |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Fevereiro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2003 |
Comentário prova:
 | 1998 foi um grande ano na Austrália (com excepção da Western Australia) e isso reflecte-se neste excelente Cabernet Sauvignon da Clarendon Hills. Clarendon Hills que diga-se de passagem é um dos produtores mais famoso de McLaren Vale (e porque não dizê-lo, da Austrália), marca sobretudo conhecida pelos seus Grenache de vinhas velhas e pelos seus Shiraz, em particular por esse "monstro" que dá pelo nome de Astralis. Mas nos últimos anos tem-se assistido a uma impressionante subida de qualidade nos seus Cabernet Sauvignon, subida essa bem reflectida neste Sandown Vineyard! Como quase todos os vinhos da Clarendon Hills em que cada parcela (e são cerca de quinze) é engarrafada separadamente, também este Cabernet vem de uma parcela específica, precisamente a de Sandown. Roman Bratasiuk é um enólogo que voltou ao essencial e ás origens. Utiliza apenas leveduras indígenas e pratica uma aproximação o menos interventiva possível na adega.
Bom, mas vamos ao que interessa, a análise do vinho. A cor é opaca, púrpura, densa, impressionante. Os aromas dominantes são o cassis, muita cereja preta misturada com licor, tabaco, ervas secas, café e um pouco de manteiga. Sentem-se ainda algumas notas tostadas de boa qualidade.
Espesso, encorpado, poderoso na boca, é moderadamente taninoso. Na boca confirma-se a fruta preta e o fim é longo, muito longo. Um Cabernet para durar décadas! |
| Ptos*: | 18 |
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| Data publicação: | Abril 2003 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Abril 2003 |
| Comentário prova: | Bebido em prova cega. Colocado em prova, e a pensar no meu gosto pessoal por vinhos tintos australianos. Apesar de um provador ter identificado a sua proveniência, como sendo do novo mundo, as sensações por mim percepcionadas não me levaram para os antípodas.
Nariz denso, com cheiros a fruto preto, a madeira, a mineral, e a chocolate. Aromas a couro e a azeitona são também perceptíveis, desviando, desta forma, a minha sensibilidade para os vinhos australianos que já experimentei.
Na boca, os sabores da madeira e do couro são evidentes. Os taninos estão envolvidos numa concentração de sabor forte mas, a elevada acidez, deslocada do conjunto, cria um vinho agressivo no palato e um amargo no final de boca. Sendo dois vinhos diferentes, aproximei-me mais do perfil concentrado e amargo do vinho Hero dos Avós da região de Palmela. |
| Ptos*: | 15 |
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| Data publicação: | Maio 2003 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Abril 2003 |
| Comentário prova: | Brutal na concentração com os tons granada/violáceos a subjugar a retina. Um "Cabernet" flagrante no estilo, de tão vincadas que são as notas a carvão e apara de lápis. Com o tempo, o copo é invadido por uma profusão de aromas onde se combinam a compota de tomate, as notas de ameixa preta e as nuances achocolatadas. Muito potente, quase fetal no seu estádio actual, com as notas de ameixa esmagadas pelo vigor e rebeldia dos taninos. Ligeiro ardor final dando a sensação que álcool e fruta ainda não fizeram "as pazes". Um estilo "machão", muito "duro de roer", com um prazo de validade fora do comum. Não é fácil diagnosticar o que daqui vai sair mas, diante de todo este potencial, 2010 é uma hipótese. A menos que seja adepto de provas "bombásticas". Um dos estilos possíveis para a Austrália. |
| Ptos*: | 17,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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