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| Quinta do Confradeiro 1988 |
| Produtor: | Sandeman & CA |
| D.O. / Zona: | Douro |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinto Cão, Tinta Roriz e outras |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | - |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Abril 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2004 |
| Comentário prova: | São inúmeras as ocasiões em que as potencialidades de um vinho, reveladas em tenra idade, nos impelem a "empurrá-lo" para a garrafeira, para que um dia mais tarde possa ser revisitado quando, julgamos, terá atingido o seu apogeu. Foi, precisamente, disso que se tratou com este tinto duriense que encontrámos ao vasculhar o "sótão" e que, com jeitinho, o consumidor ainda encontrará à venda -não estranhe se deparar com um rótulo com a menção Reserva porque do mesmo vinho se trata-. Núcleo muito concentrado, de cor rubi profunda, com tonalidades laranja acastanhadas no menisco a lembrar mercúrio. Madeira não tão fina quanto o desejado, mas, ainda assim, a deixar excelentes apontamentos abaunilhados e tostados. Muitas notas caramelizadas, casca de árvore, chocolate, algum mercúrio e, surpresa das surpresas, uma ampla gama de aromas primários, com especial destaque para as notas de ameixa e cereja. Uma complexidade em crescendo que acaba por nos presentear com frutos secos, fumo, ocasional apontamento citrino e muitas notas alicoradas de ginja e cereja. Superior na entrada, denso e provido de frescura e elegância notáveis. Textura fabulosa a cobrir de veludo o palato e a demonstrar o que é um vinho no seu apogeu. Muitas sugestões primárias na evolução com a ameixa, a cereja preta e a ginja em perfeita harmonia com os sabores tostados. Longa persistência final, com taninos muito macios e com os sabores frutados a compensar a sensação de suave secura. São às dezenas os vinhos que já provei sem defeitos, mas que não despertam quaisquer emoções. Este, pelo contrário, tem tudo no sítio, mas também tem acidez volátil. Deparei-me, pois, com uma situação inquietante: como e em que medida deve ser penalizado um grande vinho... com um defeito? É que, mesmo com a percepção de acético, é notável como, passados 15 anos, um vinho consegue expressar toda esta riqueza e produzir sensações únicas, difíceis de esquecer. Quanto vale um defeito? Alguém me ajuda? Um vinho que amadureceu sem adquirir rugas... um idoso na plenitude das suas faculdades. Não é este um dos sonhos de qualquer enófilo? Bem me parecia... |
| Ptos*: | 17 |
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* Base de pontuação 20 |
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