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Quinta da Cortezia Touriga Nacional 2000
Produtor:Quinta da Cortezia - Caves Aliança
D.O. / Zona:Estremadura
País:Portugal
Tipo de vinho:Tinto
Castas:100% Touriga Nacional
Estágio:Estágio de 315 dias em barricas novas de carvalho Allier
Graduação (% vol.):12,5
Enólogo:Francisco Antunes e Miguel Reis Catarino
Preço:

Data publicação:Maio 2003
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Maio 2003
Comentário prova:Provado em prova cega. A cor é relativamente aberta, revelando pouca concentração e pouca densidade. Infelizmente, basta o simples agitar do vinho no copo para surgirem de imediato inconfundíveis notas alcoólicas ao nariz. Digamos que para começo não é nada famoso. Depois surge uma sensação desagradável de aromas demasiado verdes, um certo "verdasco" quase áspero para as narinas. Notei-lhe ainda um aroma terroso, ligeiros aromas animais (não no sentido depreciativo) e alguma cera no nariz. A madeira também não é particularmente discreta.
Na boca, os taninos são secos que nem bacalhau e a acidez é extraordinariamente agressiva e desequilibrada, dando origem a um vinho muito pouco harmonioso. É que este Touriga tem uma estrutura demasiado delgada, uma falta de esqueleto, que não lhe permite integrar a carga de taninos que apresenta. O fim de boca é curto e súbito, quase instantâneo.
Ptos*:12


Data publicação:Maio 2003
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Maio 2003
Comentário prova:O projecto da Quinta da Cortezia, desenvolvido pelas Caves Aliança, representa uma aposta de qualidade na região da Estremadura. Esta região, de influência atlântica, tem vindo a produzir grandes vinhos, nomeadamente através de projectos como o da Quinta do Monte d'Oiro e o da Quinta de Pancas. As especiariais em excesso, provenientes da madeira de estágio, conferem rispidez á prova de nariz. Os aromas são completados por flores do bosque, algo verdes, e por frutos vermelhos que, no entanto, perdem com o tempo de abertura. Na boca, predominam sabores a madeira e ferrosos, de concentração diluída/moderada. A acidez, desiquilibrada em excesso, é responsável pelo carácter metálico e amargo do final de boca curto. Este desequilíbrio ácido acaba por prejudicar a forte estrutura dos taninos. O vinho acaba por ser uma desilusão, já que está bem longe da qualidade alcançada pelas colheitas anteriores, principalmente a de 1998.
Ptos*:12,5

* Base de pontuação 20