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Dão Álvaro Castro 2002
Produtor:Álvaro Castro
D.O. / Zona:Dão
País:Portugal
Tipo de vinho:Tinto
Castas:Touriga Nacional e Alfrocheiro
Estágio:Carvalho na Touriga Nacional e inox no Alfrocheiro
Graduação (% vol.):12,8
Enólogo:Álvaro de Castro e Magalhães Coelho
Preço:

Data publicação:Julho 2004
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Julho 2004
Comentário prova:Um vinho de Álvaro Castro diferente, um tinto que será comercializado e distribuído por outra entidade, uma iniciativa e parceria directa com um distribuidor para um vinho com uma imagem diferente. Este Dão não ostenta o nome Pellada ou Saes, apenas Dão, e utiliza uma vestimenta muito "à la Niepoort", uma imagem de marca que é reconhecível de imediato, mesmo para os mais distraídos, numa produção que ronda as 13000 garrafas.
Aroma muito perfumado neste Dão que exibe cor granada densa, com menisco violeta perfeito. Está tão perfumado e frutado que por momentos parece sumo de uva concentrada! Mas ele é obviamente muito mais que isso, desvendando um nariz cheio, com astutas indicações de carne assada, sugestões de violeta, muito mirtilo, um pouco de groselha e framboesa, um vinho muito abordável que exibe ainda ténues notas fumadas no seu nariz. Mas é a fruta que domina, uma fruta alegre e jovial, quase irreverente, que o separa e distingue dos restantes vinhos de Álvaro de Castro.
Suave, tem um ataque inicial sedoso, suave, delicado, para logo de seguida mostrar as garras afiadas da acidez, envoltas na frescura generosa da fruta primária. Taninos meigos, corpo mediano, é adepto confesso da conquista pelo charme e não pela violência. Está perfeitamente aproximável, bebível, mas ganha com mais algum tempo em garrafa e não tenha pressa em bebê-lo. Um vinho diferente, num estilo pouco habitual no Dão, um vinho fácil, apelativo, um bombom frutado, delicado, mas também um vinho sério que consegue manter um lado subtil. Um vinho bem engraçado!
Ptos*:15,5


Data publicação:Novembro 2004
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Julho 2004
Comentário prova:Cor granada concentrada. Pontas adocicadas para um aroma com nitidez de fruto que associa cereja e amora. Bom corpo, fresco, com um toque resinoso misturado com o fruto silvestre logo no ataque. Evolução sem percalços, culminando num final com razoável persistência, também ele centrado na componente silvestre. Taninos macios a manter o equilíbrio do conjunto. Uma nova aposta de Álvaro Castro com ingredientes suficientes para agradar aos consumidores. E não será necessário ser-se fanático do Dão.
Ptos*:14,5

* Base de pontuação 20