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| Dominio de Tares Godello Fermentado em Barrica 2001 |
| Produtor: | Viñedos y Bodegas Dominio de Tares, SA |
| D.O. / Zona: | Bierzo |
| País: | Espanha |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | 100% Godello |
| Estágio: | 6 meses em barricas de carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | Amancio Fernandez |
| Preço: | - |
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| Data publicação: | Fevereiro 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2004 |
Comentário prova:
 | Godello? Que é isso? Que coisa mais estranha é essa? Pois, a Godello é uma casta espanhola, uma casta pouco habitual e apenas comum na zona de Bierzo, uma zona que já em si é pouco conhecida e um pouco fora dos circuitos habituais do vinho espanhol. Ora este Godello mostra cor amarelo ouro, denso e carregado. De imediato apresentam-se dois aromas fortes, dois aromas marcados e robustos - madeira e rebuçado Dr Bayard (lembram-se?). É um vinho assaz curioso, algo estranho, um desafio, um vinho que prima pela originalidade e que se recusa a ser catalogado. A torrente, a autêntica avalanche de aromas é espantosa, variando entre a avelã, cera, noz moscada, orégãos, um sem fim de sensações que nos invade o nariz sem nunca pedir licença. É um vinho pleno de contrastes, um vinho cheio de contradições, um caso clínico de dupla personalidade. Convivem lado a lado aromas pesados como a maçã cozida com sensações de frescura libertadora.
A boca é nitidamente menos atractiva, entrando um pouco plana e revelando uma madeira cheia de ambições a actriz principal. Acaba de forma abrupta e cortante com uma evidente falta de harmonia. Na boca acaba por criar um pouco de frustração, ao perceber que aquele nariz tão original não tem complemento na boca. Mas é no entanto um vinho a conhecer e quem sabe o que esta casta nos pode revelar no futuro... |
| Ptos*: | 14,5 |
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| Data publicação: | Junho 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2004 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Amarelo com suaves tonalidades douradas. Nariz muito envolvente dada a profundidade e complexidade aromáticas, mas, sobretudo, pela originalidade de estilo. Um aroma vigoroso, sem ser pesado, a sugerir notas de fruta cristalizada, fruta cozida, chá, carne assada, resinas, jasmim, coentros, menta e frutos secos. Uma verdadeira encruzilhada de sugestões aromáticas, envoltas pelas nunces tostadas, que tornam difícil, mas ao mesmo tempo estimulante, o papel do provador. Sem decepcionar, acaba por se tornar menos sedutor ao palato: corpo mediano, evolução fresca a confirmar o primeiro nariz e um final com média persistência onde as notas da barrica surgem a ofuscar a riqueza de aromas e sabores. Uma casta com potencialidades e que, acreditamos, permitirá oferecer aos consumidores vinhos de muito bom nível. E, porque de um branco se trata, uma agradável surpresa vinda de uma região que só agora emerge no panorama vitivinícola espanhol, mas cujo sucesso tem sido determinado pelos excelentes resultados obtidos com a utilização da casta Mencia -supostamente, o equivalente à nossa Jaen-. Não sei porquê, mas mesmo com uma prova de boca menos conseguida, captei no vinho um toque aristocrático que me despertou enorme curiosidade em relação a outras elaborações com a Godelho. Um estilo para meia estação ou para o Inverno. Não vai ficar desiludido. |
| Ptos*: | 15 |
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* Base de pontuação 20 |
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