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| Colecção Privada Domingos Soares Franco Trincadeira 1998 |
| Produtor: | José Maria da Fonseca |
| D.O. / Zona: | Setúbal |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 100% Trincadeira |
| Estágio: | em barris de carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 12,5 |
| Enólogo: | Domingos Soares Franco |
| Preço: |     |
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| Data publicação: | Outubro 2002 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Outubro 2002 |
| Comentário prova: | Já tinha ouvido muitos comentários, sempre abonatórios e entusiasmados, sobre este vinho mas até hoje nunca tinha tipo oportunidade de o provar. Pois agora que finalmente o provei eis o que eu encontrei.
Cor ainda opaca, mesmo brilhante. Aromas florais marcados, ligeira fruta, ainda algumas notas de madeira e algum "verdor" que não lhe permite alcançar a excelência de aromas. Boca muito volumosa, cheia, um pequeno "monstrinho" com taninos poderoso mas muito bem integrados. Um vinho cheio de raça, muito bom, mas não excelente. Concluo afirmando que este é um vinho que deve ser conhecido e provado, já que é uma interpretação original e interessante da casta Trincadeira. |
| Ptos*: | 16,5 |
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| Data publicação: | Dezembro 2002 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Dezembro 2002 |
| Comentário prova: | Está com muito boa concentração, com um vermelhão muito vivo no menisco. Muito pujante aromaticamente, com notas vegetais, especiarias, algum azeite, tosta e, infelizmente, suor de cavalo e estrebaria, a sobreporem-se à vincada sensação inicial a couro. Macio no ataque, cheio, nada de excessos. Mediana persistência retronasal, com a secura do tanino a levar a melhor sobre a doçura do fruto. Muito mais interessante na boca após 1 hora de arejamento: maior equilíbrio e mais elegância. Aquilo que até à data foi o melhor Trincadeira que provei, perdeu virtudes e está, agora, menos interessante. Uma performance ambígua com a rusticidade aromática a "chocar" com a harmonia do palato. Admito que possa estar a atravessar a "menopausa" e que, com o tempo, venha a recuperar, mas não creio que volte a adquirir o fulgor, a exuberância e a sensualidade que o marcaram em tenra idade. Um desempenho modesto porque o conjunto "relincha". O vinho tem destas coisas! |
| Ptos*: | 15 |
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| Data publicação: | Janeiro 2003 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Janeiro 2003 |
| Comentário prova: | Encontrei o vinho na prateleira de um Intermarché localizado no norte do país. Ficou, certamente esquecido no armazém e mais tarde, na época natalícia, foi trazido para o expositor.
Não sou grande fã da casta Trincadeira mas, tinha ouvido falar bem deste vinho. É necessário decantar previamente o vinho devido ao depósito criado. O nariz é complexo. Tem aromas de fruto preto, de baunilha e de chocolate. Existe uma componente floral doce, que acaba por conferir um aroma alicorado. Na boca a acidez está equilibrada com a boa concentração de fruta. O vinho tem corpo médio e termina com um final de boca moderado/longo. Existe uma riqueza tanínica que confere profundidade ao conjunto. Um vinho elegante e equilibrado, provando ser esta a principal característica para a longevidade de um vinho. Bebe-se com muito prazer. |
| Ptos*: | 16,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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