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Domingos Soares Franco Colecção Privada Viognier 2002
Produtor:José Maria da Fonseca
D.O. / Zona:Setúbal
País:Portugal
Tipo de vinho:Branco
Castas:100% Viognier
Estágio:Vinificado parcialmente em madeira nova
Graduação (% vol.):12,5
Enólogo:Domingos Soares Franco
Preço:

Data publicação:Novembro 2003
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Novembro 2003
Comentário prova:Cor amarelo palha pouco carregada. O que acaba por ser estranho, já que a casta Viognier é conhecida por dar origem a vinhos carregados na cor...
Bem, mas a primeira "bofetada" vem da madeira. Madeira? Madeira nova para fermentar esta casta tão nobre e tão delicada? Pois, pois, mas será esta a melhor aposta para captar os seus aromas delicados? Confesso que gostaria muito, mas mesmo muito, de poder ter provado este vinho na sua versão inox... Mas enfim, Domingos Soares Franco tomou esta opção e lá terá tido as suas razões para esta aposta. Que se saiba, este é o primeiro engarrafamento estreme desta casta em Portugal. Ela existe, mas até hoje não tinha sido comercializada por nenhum produtor português. E que casta meus senhores, que casta...
Voltemos ao vinho e tentemos descobrir o que vai na alma deste Viognier de Setúbal. Menta, é a segunda nota aromática a sobressair. Um pouco mais fundo ainda vamos descobrir alguma casca de tangerina, pétalas de rosa e mesmo algum perfume associado ao fruto lichia.
A madeira infelizmente também está presente na boca. E a casta acabada por sair quase anulada deste confronto com a madeira. Temos um vinho um pouco plano (a casta Viognier não é famosa pela sua acidez) com um fim de boca curto e que não fica marcado na memória. Atenção, o vinho não é mau, tem qualidades, méritos e não desmerece, mas a casta permite muito mais...
Está demasiado neutro e sem o perfume inebriante que caracteriza a casta.
Ptos*:14


Data publicação:Maio 2004
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Novembro 2003
Comentário prova:Provado duplamete às cegas. Uma casta sobejamente acarinhada pelas gentes do Ródano e que começa a ser badalada além-fronteiras. Um sucesso a que não serão alheias muitas das experiências recentemente levadas a cabo por terras australianas. Portugal parece não querer ver-se arredado do "comboio" e aqui está o primeiro vinho elementar de Viognier com entrada nos circuitos comerciais. Tonalidades amareladas com muitas nuances esverdeadas. Perfil aromático com vincados apontamentos mentolados, a lembrar after-eight e, a esbater a presença de sulfuroso. Nariz ainda muito subjugado ao peso da barrica a revelar vegetal seco, pimenta branca e notas citrinas, com destaque para um curioso apontamento de pastilha de vitamina C dissolvida. Percepção de um fundo mineral que, com o arejamento, acaba por ser substituído por impressões florais. Espesso na boca, com a austeridade e sobriedade do conjunto a revelar menos fruta... e mais madeira. Ligeiramente pesado na evolução, com a via retronasal a acusar pontas metálicas misturadas com o fruto seco e as sensações florais. Média persistência final com a acidez saliente e, uma vez mais, com os sabores muito condicionados pelo protagonismo da barrica. Não me identifiquei com a casta e muito menos com o excesso de madeira. Como eu gostaria de ter conhecido este Viognier sem a "casta" carvalho. Talvez um dia...
Ptos*:14,5

* Base de pontuação 20