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| Francisco Nunes Garcia Reserva 2001 |
| Produtor: | Francisco Nunes Garcia |
| D.O. / Zona: | Alentejo |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira e Cabernet Sauvignon |
| Estágio: | 8 meses em pipas de 225 litros |
| Graduação (% vol.): | 13,5 |
| Enólogo: | João Melícias |
| Preço: |     |
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| Data publicação: | Junho 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Junho 2004 |
| Comentário prova: | Cor vermelho granada, opaco e concentrado. Bem, como é que se pode descrever o nariz? Talvez começando pela madeira, muito elegante, harmoniosa, bem integrada, um mero suporte, sem interferir directamente, apenas apoiando e ampliando o aroma nas suas inúmeras nuances. Mas também podia ter começado pela fruta, pelo figo, ameixa, groselha, cereja, amora, ou mesmo pela uva passa ou pelas compotas várias. Garantidamente não se pode terminar sem referir os aromas balsâmicos, o pó de talco, os finos e delicados aromas florais que ajudam determinadamente a complexificar este aroma.
Elegante, equilibrado, harmonioso, todas são palavras que saltam de imediato à cabeça ao provar este reserva alentejano. Está suave, fino, com taninos muito certinhos, acidez no ponto adequado e fim de boca possante no comprimento, com intensidade média. Temos vinho e está na altura certa para ser bebido. Não nos parece que possa evoluir muito mais, mas ainda poderá manter-se na plenitude por mais dois anos sem qualquer hesitação. |
| Ptos*: | 17 |
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| Data publicação: | Julho 2004 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Junho 2004 |
| Comentário prova: | Na garrafeira onde o comprei foi-me dito que é um dos vinhos com mais saída no panorama actual. Resolvi perceber a razão do sucesso, tendo ficado rendido à sua qualidade e potencial. Nariz complexo, com constantes mutações de "humor", revelação máxima de um aroma de elevada qualidade. Inicialmente a fruta envolve-se num vegetal agreste, duro, austero, amenizado por sensações animais. Com o tempo, a parte mineral, terrosa, ganha destaque no conjunto, interligando com algum fumo oriundo da barrica de estágio. Mais tarde, os sentidos são bombardeados por harmónicas a cereja, incrivelmente apetecíveis, e por uma combinação floral/vegetal, que não consegui descrever, mas que me deixou extasiado. Já no percurso final o aroma vai ao estremo de sensações fortes a torrefacção e cacau.
Na boca entra equilibrado, com delicadeza, desdobrando-se numa elegância ampla de aromas a fruta que percorrem o palato médio de forma subtil. O final longo, de carácter especiado, mineral e a chocolate, revela uns taninos estruturados, raçudos, que ainda trazem o cunho da madeira de estágio. A cereja em cima do bolo é colocada por uma acidez que repuxa pela estrutura várias vezes antes de nos deixar uma agradável sensação de frescura no palato. É um vinho especial que merece ser guardado em cave mais dois anos. Mais uma vez, o Alentejo em força. |
| Ptos*: | 17 |
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* Base de pontuação 20 |
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