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| Guigal Châteauneuf-du-Pape 1998 |
| Produtor: | E Guigal |
| D.O. / Zona: | Châteauneuf-du-Pape |
| País: | França |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 60% Syrah, 30% Grenache e 10% Mourvèdre |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | 13,5 |
| Enólogo: | Philippe Guigal |
| Preço: |     |
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| Data publicação: | Abril 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Abril 2003 |
Comentário prova:
 | Provado em prova cega. Cor moderada, um tudo nada acastanhada, com ligeira evolução nos bordos. Este Châteauneuf-du-Pape surpreendeu-me com uma nota aromática que nunca tinha catalogado, manteiga de amendoim! Com algum arejamento acaba por dissipar-se e perder-se, mas o aroma está lá claramente no início. As notas de farmácia, particularmente de tintura de iodo, são também marcantes, bem como a superior sensação terrosa que o vinho transmite. Este vinho não esconde nem renega as suas origens, bem antes pelo contrário, é como que uma fotografia, uma chapa do lugar onde nasceu. O terroir é respeitado e o trabalho na adega respeitou aquilo que a natureza providenciou. Mas a fruta não foi negligenciada, uma fruta discreta, pouco exuberante, quase monástica, com leves sugestões a pêra que se alia aos aromas originais de erva seca.
Aromaticamente este Guigal revela-se um desafio e uma caixinha de surpresas para o nariz mais apurado.
A boca é complexa, terrosa, rica, muito limpa e transparente. Não é particularmente longa, mas é de uma extraordinária elegância e harmonia. Ao contrário do que é apanágio da região, o vinho é concentrado e gordo, beneficiando das fantásticas condições climatéricas que tiveram lugar em 1998. Todo ele é evocativo das práticas do chamado velho mundo, da elegância, da finesse, da mestria no tratamento da madeira e na integração alcoólica. Um óptimo vinho a um excelente preço! |
| Ptos*: | 17,5 |
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| Data publicação: | Maio 2003 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Abril 2003 |
| Comentário prova: | O ano de 1998 foi memorável na região francesa de Côtes du Rhône. Este vinho tem uma produção média de 120 000 garrafas e é proveniente de vinhas com idades médias superiores a 45 anos.
Bebido em prova cega. O nariz é de primeira e caracterizado por uma complexidade impressionante. Cheirar a subtileza deste aroma é uma experiência inesquecível. A terrosidade e a mineralidade dominam o carácter do nariz, acompanhadas por cheiros de fruta em passa, marmelada, geleia, flores do bosque, e fumo.
Na boca, os sabores minerais e terrosos impressionam o palato com a sua concentração equilibrada. Os taninos acentuam o gosto dos sabores e conferem uma textura sedosa ao vinho. Os aromas e sabores espalham-se em leque pelo palato médio, criando uma sensação suave e prolongada. O final de boca é persistente dando a sensação de entrar em ressonância. Facto a que não é alheia uma acidez viva que confere uma frescura notável ao conjunto. A elegância, a subtileza, e a complexidade deste vinho impressionam. No ponto certo para ser bebido. |
| Ptos*: | 18,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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