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| DSF Moscatel 2001 (com Armagnac) |
| Produtor: | José Maria da Fonseca |
| D.O. / Zona: | Setúbal |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Moscatel |
| Castas: | Moscatel |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | - |
| Enólogo: | Domingos Soares Franco |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Janeiro 2005 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Julho 2004 |
| Comentário prova: | Uma novidade de arromba, um Moscatel de Setúbal "beneficiado" com Armagnac em vez da habitual aguardente neutra! O que é que isso vai dar?
Um Moscatel demolidor. Nada mais, nada menos! Um Moscatel completamente diferente, uma surpresa difícil de catalogar por não haver balizas ou padrões onde o situar, mas terrivelmente interessante, muito original, uma lufada de ar fresco num sector muito tradicionalista que por norma não gosta de alterações ao "status quo". Este Moscatel já mostra cor ambarina perfeita, um acobreado ligeiro que enche o olho. Mas nada nos pode preparar para o que aí vem, uma invasão aromática de tal intensidade que basta uma pinguinha no copo para perfumar uma sala de dimensões generosas. Aroma muito melado, melaço, cana de açúcar, reconhece-se o Armagnac, por vezes lembra Cointreau pela forte presença da laranja fresca e da casca de laranja cristalizada. Ainda há tempo para as notas citrinas e para uma leve torrefacção, isto é um festim para o nariz, uma explosão aromática que quase assusta.
Infinito, infindável, atenção que ele não sai da boca e no dia seguinte ainda fica no palato e no paladar! Insinuante, fresco, arrasa com o caramelo, a laranja, as farripas de laranja cristalizada com chocolate, uma decadência barroca... que deve ser pecado. Impressionante que é, torna-se extremamente difícil classificá-lo precisamente por ser tão diferente e original! |
| Ptos*: | 18 |
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* Base de pontuação 20 |
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