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| Kirnbauer Blaufränkisch Goldberg Tronçais barrique 2001 |
| Produtor: | Kirnbauer |
| D.O. / Zona: | Burgenland |
| País: | Áustria |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 100% Blaufränkisch |
| Estágio: | Em barrica de carvalho Tronçais |
| Graduação (% vol.): | 13,5 |
| Enólogo: | Walter Kirnbauer |
| Preço: | - |
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| Data publicação: | Setembro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Agosto 2003 |
Comentário prova:
 | Provado em prova cega. Primeira consideração, estamos perante um vinho tinto austríaco. Antes de rebolarem a rir, olhem bem para a classificação que eu julguei adequada em prova cega! Burgenland é uma região especial na Áustria. Especial pelo clima, pelo relevo, pelas condições invulgares na zona para a existência de cepas tintas. Kirbauer é um produtor que ganhou muito respeito no seu país, sendo curiosamente conhecido precisamente pelos seus vinhos tintos em detrimento dos brancos. Merece também prova atenta a casta, a Blaufränkisch (também conhecida na Alemanha com Lindenberger), uma casta indígena da região. No meu entender é uma casta que revela um potencial bastante interessante para elaborar vinhos elegantes e com carácter.
Este de 2001 denota cor vermelha viva e concentração cromática média. Tem aroma especiado, reminiscências mentoladas, aromas balsâmicos, ligeira hortelã, alinhando nos aromas fortes mas simultaneamente finos e elegantes. Descobre-se o tomate em conserva, o tomate em calda, um leve rebuçado, enfim, uma verdadeira caixinha de surpresas. É um vinho muito original, um vinho que marca a sua individualidade com dignidade, altivez e sem complexos.
Boca com entrada discreta, sensível, diplomática, bem proporcionada. Acidez correcta e bem integrada, apresenta um fim de boca longo e equilibrado. Fruta elegante. Percebe-se que existem algumas arestas por limar, mas todo o potencial está lá. Está a pedir que o deixem em paz na garrafa, que tenham paciência e que saibam esperar por ele para lhe conhecer todas as qualidades. Um vinho com histórias para contar. |
| Ptos*: | 16,5 |
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| Data publicação: | Dezembro 2003 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Agosto 2003 |
| Comentário prova: | Uma agradável surpresa em virtude de se tratar de um tinto austríaco, ainda para mais provado duplamente às cegas. Não é particularmente impressionante na intensidade e profundidade cromáticas, mas surpreende pela riqueza de aromas. Apontamentos iniciais de mato seco que evoluem para vegetal fresco e se misturam com notas de morangos e framboesas. Finalmente, uma evolução onde as notas de coentros e salsa se combinam com nuances florais e silvestres. Menos consensual na boca. A textura sedosa, a acidez revigorante e a qualidade dos taninos jogam a seu favor. Em contrapartida, percebe-se que se poderia ter ido mais longe em termos de extracção e o palato médio exigiria outro esqueleto... outra musculatura. Controverso e pouco convencional no fim de boca com o vinho a "extinguir-se" para, logo de imediato, "ressuscitar" para uma longa persistência aromática. Gostaria de lhe ter encontrado mais fruta no palato médio e um final menos secante mas, ainda assim, a memória dá-nos conta de um vinho muito sui generis, "alegre", distante daquilo a que se habituou o palato português, e capaz de proporcionar momentos divertidíssimos. E, acima de tudo, a certeza de que a vitivinicultura austríaca não se restringe aos vinhos brancos e à omnipresente Gruner Veltliner |
| Ptos*: | 16 |
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* Base de pontuação 20 |
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