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| Leo d'Honor 1999 |
| Produtor: | Ermelinda Freitas |
| D.O. / Zona: | Setúbal |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 100% Castelão Fr |
| Estágio: | 12 meses em meias pipas de carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 14,5 |
| Enólogo: | Jaime Quendera |
| Preço: |     |
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| Data publicação: | Novembro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Cor vermelha, com alguns indícios de evolução cromática, bem visíveis nos bordos acastanhados. Concentração mediana, sem deslumbrar, mas dando boa conta de si no sempre complicado "campeonato da cor".
Nariz profundo, marcante, com uma conjugação invulgar de fruta e aromas terciários. Brota a compota, irrompe o doce de tomate, emerge o doce de marmelo, tudo aromas algo pesados e potencialmente perigosos para o equilíbrio aromático. Felizmente os aromas surgem sem atropelos, com alguma parcimónia e sempre aliados a uma forte componente de torrefacção e café. Ligeiro fumado. Não é um vinho directo, por vezes é um pouco pesado, mas consegue prender a atenção com o seu lado original.
A boca é poderosa, contundente, arrasadora, mas simultaneamente saudável apresentando mesmo alguma frescura. Confirmam-se em absoluto as notas de café, aparece o caramelo, o toffee, sempre sem descambar na doçura ou no facilitismo. Taninos duros, cheios de esteroides, mas relativamente integrados no conjunto, num caso singular de "dopagem" de sucesso. A acidez podia estar mais "nervosa" para alegrar o conjunto, mas não é por aí que o vinho sai prejudicado.
Está poderoso e interessante, embora por várias vezes se aproxime perigosamente do precipício... esperemos que a evolução não o faça saltar! |
| Ptos*: | 16,5 |
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| Data publicação: | Dezembro 2003 |
| Provado por: | Pedro Gomes |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Tons rubi muito concentrados. Uma presença alcoólica discreta num conjunto de indiscutível complexidade e originalidade aromáticas. Início quase severo marcado pela contundência das notas de graxa e cera. Abre lentamente revelando apontamentos de café e fumo, com as nuances tostadas da barrica a "queimarem", ainda que muito ligeiramente, os aromas frutados. A pouco e pouco vai-se tornando mais dócil e despontam, então, a ameixa em passa, as resinas, ligeira borracha e uma fragrância mentolada a lembrar "after eight". E, por fim, as notas especiadas de pimenta e noz-moscada. Um colosso na boca: muito encorpado, todo ele se mastiga, cheio de garra no ataque, com o café e o fruto preto a vincarem uma evolução robusta e vigorosa. Acidez a contrabalançar o peso do álcool e a proporcionar um longo final. Uma estrutura de taninos muito impressionante num vinho surpreendente que merece algum repouso em garrafa. Um autêntico ex-libris para a casta e para a região de Palmela, reforçando a ideia da excepcionalidade da colheita de 1999 por terras sadinas. Um ponto alto na enologia portuguesa e, seguramente, na carreira do enólogo Jaime Quendera. Quem dera a muitos...! |
| Ptos*: | 17,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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