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| Luís Pato Vinhas Velhas branco 2001 |
| Produtor: | Luís Pato |
| D.O. / Zona: | Beiras |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | Cerceal, Sercealinho e Bical |
| Estágio: | 6 meses em pipos novos de carvalho |
| Graduação (% vol.): | 12,5 |
| Enólogo: | Luís Pato |
| Preço: |     |
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| Data publicação: | Abril 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Março 2004 |
| Comentário prova: | Tonalidades douradas, com cambiantes acobreadas quando volteado, consentâneas com a fermentação em madeira. Muito glicerinado, mas sem que se dê pela presença do álcool. Caso lhe proporcione decantação será surpreendido por um aumento da expressão aromática que o transportará para um patamar de profundidade e complexidade aromáticas que não é vulgar encontrar nos brancos portugueses. Muito mel e jasmim, casca de laranja cristalizada, tangerina, drops para a tosse -rebuçados do tipo Dr. Bayard-, fruto seco, suave vegetal mentolado e um encaixe muito harmonioso com as notas tostadas da madeira de estágio. E, se for paciente, será compensado com furtivos apontamentos de chá de limão, um toque empireumático a lembrar fumo e, lá muito muito ao fundo, uma nota a louro. Volumoso e denso na boca, rico na gordura, doce na entrada e com a evolução a revelar uma infusão onde as notas meladas abraçam o fruto seco. A acidez está lá, mas precisava de se mostrar mais incisiva na evolução de forma a compensar o corpo, a untuosidade da textura e os açucares. Média persistência final com ligeira secura produzida pelos taninos, com a acidez em crescendo e, desta feita, a equilibrar muitas das sensações meladas e tostadas. Diz o produtor, e confirma a experiência, que este "Vinhas Velhas" adquire particular interesse a partir do quinto ou sexto ano de vida. Contudo, neste 2001, ficou-me a dúvida: achei-o com um perfil cromático excessivamente evoluído e, ocasionalmente, detectei-lhe ténues vestígios de sabores oxidados que me deixaram de pé atrás. Espero estar enganado. Num estilo diferente, mas, em todo o caso, com alguma cumplicidade com os Maconnais -para efeitos práticos, um Chardonnay da Borgonha-. Está a ver a coisa? Não?! Então, de que está à espera? Um vinho que confirma, de forma peremptória, que este produtor não se rege por modas e não desespera em estar em sintonia com as preferências do consumidor. Mantém-se fiel aos seus princípios enológicos e, espera, pacientemente, que o consumidor se afeiçoe aos seus vinhos... e lhes tome o gosto. A convicção é uma coisa muito bonita. E, esta é, certamente, uma opção (Pato)lógica para os incondicionais dos brancos fermentados em madeira. |
| Ptos*: | 15,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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