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me & jbc selections 2001
Produtor:me & jbc selections
D.O. / Zona:Douro
País:Portugal
Tipo de vinho:Tinto
Castas:Touriga Nacional e Tinta Roriz
Estágio:Dez meses em cascos de carvalho francês
Graduação (% vol.):13,5
Enólogo:João Brito e Cunha
Preço:

Data publicação:Janeiro 2004
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Dezembro 2003
Comentário prova:

Provado em prova cega. Cor vermelha muito atraente, vermelho cerrado, apresentando bordo violeta. Opaco, impenetrável, mostra-se pungente na definição cromática. Uma cor que está muito de acordo com os cânones da época, uma cor que agrada, impressiona e preenche os desejos do apreciador actual.
Aroma particularmente perfumado, atraente, relativamente potente e delicado. Adivinha-se a fruta de boa qualidade, muita framboesa, cereja, ginja, "kirsch", acolitada por leves notas mentoladas e inesperados laivos alicorados. Esses aromas alicorados entranham-se e insinuam-se, antecipando um vinho que se supõe algo doce e delicado. Finalmente surge a nota da barrica a transmitir a noção de tosta, café moído e um pouco de cedro. Sente-se como que uma tentação da madeira em querer assumir o papel de vedeta, mas o equilíbrio consegue ser mantido por escassa margem....
Boca possante, musculada, volumosa, mas sem exageros desmedidos ou descabidos. Boca frutada, acidez segura e bem proporcionada que ajuda a sustentar o conjunto. Final de boca duradouro, persistente e de bom recorte. Forma um conjunto apelativo, relativamente elegante, sem no entanto deixar de se mostrar poderoso. É uma estreia interessante deste produtor e uma confirmação do enólogo.
Ptos*:16


Data publicação:Janeiro 2004
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Dezembro 2003
Comentário prova:A concentração já esperada num jovem tinto duriense. Álcool bem integrado sendo desde logo perceptíveis notas de pó de talco, fruto preto macerado -ameixa e amora-, ligeira compota e vestígios de pólvora. Surgem depois os apontamentos de violetas, os alicorados de cereja a lembrar bombom "Mon Cheri" e um toque balsâmico com uma forte presença de incenso. Extremamente aveludado e apelativo na entrada, com uma enorme concentração de sabores frutados a marcar a evolução. Bom equilíbrio ácido a conferir frescura aos sabores frutados e a prolongar um final onde se destacam taninos doces e muito polidos. Um Douro moderno, alicerçado no peso da fruta e, por isso, menos austero e menos severo. Um estilo mais polido proveniente de uma região por vezes excessivamente agreste. O consumidor vai delirar, em certa medida porque o estilo é excessivamente óbvio, embora fiquemos com algumas dúvidas quanto à sua longevidade. Mas, para os impacientes... está no ponto! Uma estreia que se louva em grande parte porque contraria o estilo violento que se impôs na região. Não é impressionante na estrutura, mas para os fanáticos de cocktails de frutas não há que ir mais longe. De que está à espera?
Ptos*:16,5


Data publicação:Fevereiro 2004
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Dezembro 2003
Comentário prova:Bebido em prova duplamente cega. Inicialmente, a noção do álcool encobre a prova de nariz. A cereja preta destaca-se no conjunto, surgindo envolvida pela cremosidade da baunilha. Os aromas balsâmicos e a chocolate completam um perfil moderno. Na boca sente-se o ataque inicial do álcool e uns taninos suavizados por uma acidez equilibrada. Termina longo, com alguma complexidade, e sabores a fruta bem madura combinada com o fumo da madeira. Mais um vinho igual a tantos outros produzidos hoje em dia no Douro, assente na trilogia do excesso: álcool, fruta bem madura e madeira.
Ptos*:15,5


Esta nota de prova foi contribuição de um leitor
Os conteúdos são da inteira responsabilidade do autor
Data publicação:Outubro 2004
Provado por:João Paulo Alsina
Data prova:Outubro 2004
Comentário prova:Considerado um dos melhores vinhos do ano passado pela Revista de Vinhos.
Álcool. Aqui reside todo o problema. Bela cor vermelha retinta. No nariz, possui aromas frutados (cereja preta e ameixa), florais (violeta) e provenientes da madeira (baunilha e café). Tudo com bastante elegância, não fosse a influência nefasta do álcool que a toda hora aparece para turvar a apreciação aromática. Na boca, a boa acidez e a razoável concentração colaboram para a sensação de frescura. O final, centrado na fruta e em um agradável chocolate seriam interessantes não fosse mais uma vez a presença dele. É isso mesmo: do álcool. Ele aparece desequilibrando o conjunto, conferindo uma estranha percepção que contribui para acentuar a acidez do vinho ao mesmo tempo em que deixa um ligeiro travo amargo.
Confesso que não sei como um vinho desses pode ser considerado um dos melhores do ano por uma revista séria como a RV. Para mim, mais um caso de esforço promissor que acaba se perdendo pela falta de uma perfeita integração alcólica.
Ptos*:15

* Base de pontuação 20