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| Quinta do Monte d'Oiro 2000 |
| Produtor: | José Bento dos Santos |
| D.O. / Zona: | Estremadura |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 96% Syrah e 4% Viognier |
| Estágio: | 18 meses em barricas novas de carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | Luís Elias Carvalho |
| Preço: |    
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| Data publicação: | Novembro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
Comentário prova:
 | Provado em prova cega. Cor vermelho intenso, vermelho escuro, vermelho brilhante, vermelho ocre, um vermelho apelativo e sedutor.
Aromas profundos, densos, criando uma sensação quase viscosa, tal a intensidade, energia e dimensão. A primeira evidência é o profundo carácter terroso e mineral que o aroma emana. Quase se consegue construir um quadro mental de videiras de raízes profundas, em argila e pedra. Fruta não é o ponto fote deste vinho. Até existe um pouco lá nas profundezas, mas não é por aí que se chega a este vinho. Não, neste copo o que domina são os aromas de caça mortificada, alcatrão, borracha queimada, mina de lápis e estranhamente algum licor. Não é um vinho fácil, duvido que provoque empatia imediata e instantânea, mas é um vinho que mostra uma enorme classe, um pedigree bem evidente. Adivinha-se a casta na sua versão clássica, sente-se a frescura de um vinho que grita a uma só voz, que profere em uníssono a palavra - terroir!
Estamos perante um vinho gordo (sem viscosidade), muito redondo, com uma entrada fantástica, cheia de energia e frescura. Tudo segue o seu caminho natural, sem vacilações, sem hesitações, sem brusquidão, num caminho seguro, determinado e com sequência. A harmonia é notável, os taninos são frescos e plenamente integrados, e o álcool, esse nem se dá por ele. Final longo, persistente, é um vinho original, um vinho longe de modas, um vinho que mostra a sua personalidade sem complexos. |
| Ptos*: | 18 |
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| Data publicação: | Janeiro 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Um blend fiel à melhor tradição do Ródano onde se combinam as castas Syrah e Viognier. O resultado final é um vinho com cor rubi concentrada e cujas primeiras impressões revelam a grande qualidade das madeiras de estágio e, simultaneamente, uma profusão de frescura -a que não será alheia a influência atlântica- a fazer esquecer o peso do álcool. Início especiado, a lembrar pimenta branca, discreto toque a compota de tomate, vegetal mentolado, alguma alfazema, tomilho, nuance terrosa a evocar cogumelos e toque a azeitona. Enorme complexidade aromática com as notas de cereja a combinarem com as resinas balsâmicas e a envolverem as sucessivas cambiantes vegetais. Um perfil aromático que nos desperta para um vinho de vinha... de terroir. Muito sedutor na boca: cheio e denso, sem ser pastoso, redondo e muito fresco. Evolução a revelar toda a estrutura de conjunto com um ligeiro apontamento de borracha a amparar o vegetal fresco e o toque balsâmico. Cresce para um amplo e longo final com o fruto e as essências balsâmicas a desdobrarem-se em notas especiadas e apontamentos de ervas de cheiro. Taninos presentes com finura e sem excessos de doçura para que não se perca o perfil aristocrático. Potente e estruturado mas ao mesmo tempo, fino e elegante. Mostra-se especialmente fadado para casamentos gastronómicos e eu arriscaria considerá-lo o mais francês dos vinhos deste produtor. Pode, contudo, não ser vinho para brilhar em provas cegas -não foi o caso- e acreditamos que muitos consumidores venham mesmo a franzir o nariz. Mas, isso, é um problema deles... não do vinho. Muito original, muito envolvente e pleno de carácter. A confirmação de um produtor, de uma marca e de um estilo... inconfundível! Pouco visto em Portugal. |
| Ptos*: | 18 |
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| Data publicação: | Fevereiro 2004 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Dezembro 2003 |
| Comentário prova: | Nariz fino e delicado. Mineral, muito mineral, quase terroso. A fruta surge em forma de ameixa seca enquanto a madeira revela aromas a couro fino, a fumo e a caça. A frescura tem uma componente vegetal, de carácter balsâmico, com toques a esteva e a resinas. Longe da exuberância, perto da perfeição. Na boca é amplo e harmonioso, com uma evolução de aromas ressonante que tendem, sem pressas, para um final de boca persistente, mineral, com sabores a fruta, a couro e a leve madeira. A acidez viva puxa pela sedosidade de uns taninos elegantes, conferindo comprimento aos sabores. Em três palavras: harmonia, delicadeza e originalidade. Um vinho feito para palatos "não danificados" pelos excessos da actual trilogia de sucesso - fruta bem madura, álcool e madeira. Juntou as virtudes das colheitas anteriores - manteve o equilíbrio e a delicadeza da colheita de 99, melhorando o carácter mineral e de couro fino que era um pouco grosseiro na colheita de 97. Uma lição para os excessos de álcool encontrados por todo o mundo. Um vinho que realmente harmoniza com a gastronomia. E, quem diria, oriundo da Estremadura... |
| Ptos*: | 18 |
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* Base de pontuação 20 |
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