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| Morgado de Sta Catherina 2002 |
| Produtor: | Soc Agrícola da Quinta da Romeira de Cima SA |
| D.O. / Zona: | Bucelas |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | Arinto |
| Estágio: | Madeira |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | João Corrêa |
| Preço: |   |
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| Data publicação: | Junho 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Junho 2004 |
| Comentário prova: | Cor amarelo carregado, com reflexos dourados. Ainda se sente a madeira nova onde estagiou, um pouco pesada, embora se perceba que a "aclimatização" madeira/vinho ainda se está a dar e que a tendência é de harmonização entre as duas partes. Está pesado de aromas, sendo um vinho mais adequado para uma estação de transição, como o Outono ou a Primavera. Apresenta igualmente algumas características citrinas, uma leve queda herbácea e ténues sugestões de jasmim.
Boca melosa, gorda, pançuda, é um vinho muito redondo, sem qualquer aresta, rebarba ou saliência. Acaba por resultar demasiado plano na boca, um vinho muito previsível, sem surpresas e sem vivacidade que o alegre. Final súbito, repentino, tem uma passagem de boca algo anémica e anónima que está longe de corresponder aos pergaminhos que o vinho foi juntando ao longo dos anos. Sabemos que 2002 foi um ano muito difícil, mas... |
| Ptos*: | 13,5 |
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| Data publicação: | Julho 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Junho 2004 |
| Comentário prova: | Amarelo vivo tocado por laivos esverdeados. Aroma "envelhecido", a sugerir uma evolução precoce, com vegetal um pouco cansado, vestígio de espargos, notas amendoadas, suave fumo e um ligeiro apontamento de nougat que, sendo agradável, só costuma aparecer aos 4/5 anos de idade. Uma suspeita que a boca confirma: corpo mediano com a untuosidade natural de quem foi submetido a batonnage, mas plano e monocórdico na prova, com os sabores vegetais a pedir uma acidez mais viva e com a marca da tosta, concretamente da baunilha, a tapar a frescura do fruto. Final com média persistência a dar vegetal amargo, barrica e algum metálico. Não se pode dizer que esteja queimado mas o tostado da barrica abafou a frescura dos aromas vegetais. Falta-lhe em fruto o que tem em excesso de madeira. Vele pela textura, mas só isso... de pouco vale. Uma marca cujo prestígio não terá sido fácil de construir, embora nestas coisas uma colheita seja suficiente para deitar tudo a perder. E este 2002 parece ser disso exemplo. A consumir rapidamente porque este já não se levanta. Nem que reze a Santa Catherina... |
| Ptos*: | 13 |
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* Base de pontuação 20 |
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