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| Moscatel Favaios 1975 |
| Produtor: | Adega Cooperativa de Favaios |
| D.O. / Zona: | Douro - Favaios |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Moscatel |
| Castas: | Moscatel |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | 17 |
| Enólogo: | - |
| Preço: | - |
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| Data publicação: | Dezembro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Esclarecimento inicial necessário, penso que este Moscatel de Favaios apenas se encontra à venda à porta da adega. Pelo menos foi o que me foi adiantado por quem me ofertou esta botelha. Um Moscatel do Douro datado? De 1975? Já com 28 anos? E isso é bom? Pois é o que vamos ver já de seguida...
Bonita cor, atraente, como que a meio caminho entre os tons acobreados e o âmbar. Torrefacção, eis a primeira "bofetada" deste Moscatel. Segunda "bofetada", o intenso aroma a mel. Depois ainda se descortinam aromas a frutos secos, casca de laranja, canela, tudo envolvido, misturado e um pouco confuso. Mas ainda há lugar para o pão de ló, a regueifa e o pão doce. A prova aromática está interessante, com frescura digna e com promessas curiosas.
Se o nariz nos fornece pistas e nos seduz, a boca, essa já não cumpre as suas "obrigações" de forma tão sincera. O vinho perde-se um pouco, a intensidade está a "anos-luz" do prometido pelo nariz e a falta de acidez é notória. Temos assim um vinho, que apesar de não ser enjoativo, peca pela falta de vivacidade. Final algo curto e um pouco incaracterístico. É uma pena, porque na prova aromática a profissão de fé estava feita....
Ainda assim, é um dos melhores Moscatéis de Favaios que existem no mercado. |
| Ptos*: | 15 |
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| Data publicação: | Março 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Núcleo com vincadas tonalidades laranja/mel, laivos esverdeados e acinzentados na zona intermédia, nuance amarelada junto ao bordo e praticamente incolor no bordo. Álcool bem dissimulado no nariz. Mel, casca de tangerina, canela e fruta cristalizada. Evolui depois para mercúrio, iodo, erva-doce e uma componente tostada de grande qualidade. Uma boca fresca, com boa concentração de sabores, a revelar mel, ervas aromáticas, café e demais nuances tostadas. A textura mais sedosa que se possa imaginar e uma harmonia muito conseguida entre a doçura e a componente ácida. De tão gordo que é, poderá deixar na evolução a sensação de alguma falta de acidez, mas essa ideia rapidamente se desvanece num longo final, a fazer "crescer água na boca", dominado por notas caramelizadas e a sensação a frutos secos. Um vinho que me impressionou sobretudo pela textura e pela envolvência do palato. E, acima de tudo, a confirmação de que o Moscatel não está refém da Península de Setúbal. Dos tempos do PREC... para beber sem (prec)alços. |
| Ptos*: | 17 |
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* Base de pontuação 20 |
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