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Moscatel Roxo 20 anos (engarrafado em 1980)
Produtor:José Maria da Fonseca
D.O. / Zona:Setúbal
País:Portugal
Tipo de vinho:Moscatel
Castas:Moscatel Roxo
Estágio:-
Graduação (% vol.):18
Enólogo:-

Data publicação:Outubro 2002
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Outubro 2002
Comentário prova:Cor castanho alaranjada, muito brilhante e límpida, revelando a lenta oxidação a que foi sujeito.
Este vinho conta já com a bonita idade de 40 anos (foi engarrafado em 1980 e passou antes 20 anos de estágio em madeira) tendo sido engarrafado em botelha de 750ml. Bons tempos aqueles em que este vinho ainda era engarrafado em 750ml, já que este tipo de garrafa permite um tipo de evolução muito mais saudável que as actuais garrafas de 375ml. Bem sei que as quantidades hoje são quase ridículas e por isso não existe alternativa viável, mas mesmo assim não podemos deixar de suspirar pelos tempos em que o Moscatel era vendido a preços razoáveis e em garrafas "normais".
Mas voltemos ao vinho para recordar a primeira sugestão que salta imediatamente ao nariz, mel, uma intensa e simultaneamente delicada doçura. É então que surgem, quase em catadupla, os aromas mais complexos, do tipo casca de laranja, iodo, ligeirissimo sal e muitos aromas florais. Se o nariz deste vinho é espantoso, então a boca é perfeitamente surrealista. Gorda, untuosa, parece autêntica seda liquida com muita casca de laranja. Espantosamente fresco este Moscatel dura e dura e dura e dura na boca, sem dar mostras de alguma vez querer abandonar o paladar. Um monumento aos moscatéis!
Ptos*:18,5


Data publicação:Novembro 2002
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Outubro 2002
Comentário prova:Cor muito bonita com tonalidades caju e muitas notas esverdeadas, quando volteado. Um nariz grandioso, melado, combinando notas de farripa de laranja com nuances iodadas. O arejamento torna-o ainda mais complexo, conferindo-lhe uma componente vegetal de uma frescura estonteante (hortelã,...). Extremamente harmonioso na boca, espesso e muito gordo, com uma untuosidade espantosa e um equilíbrio notável. Um final grandioso, a deixar um travo caramelizado, que dura... e perdura. Mesmo aqueles que recusam o estilo, deveriam abrir uma garrafa destas... só para perfumar a sala. Um autêntico vinho "de cheiro", daqueles que nos levam a perguntar porque razão os moscatéis não têm um estatuto idêntico ao do Vinho do Porto? Não estavam lá os ingleses?! Azar... o deles!
Ptos*:18,5

* Base de pontuação 20