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| Herdade do Mouchão Tonel 3-4 1999 |
| Produtor: | Ann W. Reynolds e Emily E. Richardson |
| D.O. / Zona: | Alentejo |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | Alicante Bouschet |
| Estágio: | 80% dos lotes estagiam em tonéis e os restantes 20% passam por barricas de carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 13,5 |
| Enólogo: | Paulo Loureano |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Janeiro 2005 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Agosto 2004 |
| Comentário prova: | Que o vinho tem personalidade, isso vê-se de imediato! Basta dar uma voltinha ao copo, dar uma "cheiradela" e logo se percebe porquê. Cor vermelho granada, quase opaco no centro e mais calmo nos bordos. Depois vem um aroma pouco ortodoxo, muitas notas de remédio, tintura de iodo e finalmente carradas de azeitonas e pasta de azeitonas. Entram então em cena os aromas de madeira exótica, acácia, castanheiro, um leve travo de menta, couro em profusão, leves notas animais, e umas notas escondidas de salsa e cebolinho, ervas da ribeira que lhe acrescentam alguma frescura. Por fim temos que acrescentar o tabaco, folha de tabaco seca que acrescenta um final exótico e especiado.
Boca desconcertante, um vinho que numa aproximação displicente arrisca-se a passar ao lado, o que seria uma pena tendo em conta a riqueza de aromas. Acidez viva e muito presente, taninos certinhos e disponíveis que quase parecem dóceis. Nada de mais enganador, são felinos e têm garras afiadas que só se soltam no final do palato, ao casar-se em harmonia com a acidez penetrante. Complexo, coerente, intenso e tenso, é mais um falso pacifista que está pronto a pegar em armas. Final longo, muito longo, temos vinho! Será um estilo de gosto fácil? Não nos parece, e estamos em crer que a maioria não lhe reconhecerá as qualidades que ele apresenta. |
| Ptos*: | 17,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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