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| O Mouro 2000 |
| Produtor: | Miguel de Orduna Viegas Louro (lote Dirk Niepoort) |
| D.O. / Zona: | Alentejo (Vinho de Mesa) |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 50% Trincadeira e 50% Cabernet Sauvignon |
| Estágio: | Em madeira nova francesa |
| Graduação (% vol.): | 14 |
| Enólogo: | Luís Duarte |
| Preço: |     |
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| Data publicação: | Fevereiro 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2004 |
Comentário prova:
 | Deixem-me começar por dizer que o rótulo é simplesmente genial. Para contrariar e combater a burocracia regional que teimou em não aceitar os rótulos propostos, este vinho foi voluntariamente auto-despromovido para vinho de mesa. No entanto, os autores deste Vinho de Mesa, conseguiram num golpe engenhoso e portentoso criar um rótulo onde tudo está "escarrapachado", contornando de forma subtil os impeditivos da tacanha burocracia nacional.
Este Mouro desvenda cor púrpura profunda, com engraçados laivos granada, aparentando boa concentração sem cair nos excessos típicos deste inicio de milénio. Primeira "snifadela", primeira surpresa! Será que o vinho é mesmo alentejano? Cheira-se uma, duas, três, quatro vezes e nada, quase nada nos transporta para o Alentejo! Está muito fresco, muito fino, delicado, com algumas notas resinosas, algum eucalipto, muito floral, tudo muito leve e tudo indiciador de um vinho de clima fresco... Percebe-se fruta discreta lá nas profundezas e o vinho paira no ar com um misto de elegância e sobriedade.
A boca revela de imediato uma acidez surpreendente, absolutamente inaudita para a zona. É pouco volumosa na boca, embora não lhe falte estrutura, alma, raça e muito "solero". Está um modelo de elegância conjugada com alguma agressividade fresca e salutar. Não será um vinho de consensos, não será um vinho fácil e não será um vinho que agrade à maioria, mas a mim convenceu-me! Temos um micro-clima na Quinta do Mouro?
Não posso terminar sem confessar que este Mouro me iluminou para a bondade e vantagem da criação de um Aldo (Alentejo/Douro). Será este o percursor de uma combinação feliz das características do Alentejo e Douro?
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| Ptos*: | 17,5 |
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| Data publicação: | Março 2005 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2004 |
| Comentário prova: | Nariz independente, alternativo. A complexidade conferida pelas especiarias envolve compota de cereja preta e tosta oriunda da madeira de estágio. Um vegetal, agreste, duro, confere uma frescura indispensável que marca o temperamento deste aroma. Na boca revela nervo e força, assentes numa forte dupla álcool-acidez, que conferem comprimento à estrutura de sabores. É fresco, vivo, mas ao mesmo tempo encorpado, quente. Esta força vincada necessita de tempo em garrafa para alcançar um equilíbrio desejado. Comece a abrir as suas garrafas a partir de 2007.
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| Ptos*: | 16,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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