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Pago de los Capellanes Crianza 2001
Produtor:Pago de los Capellanes SA
D.O. / Zona:Ribera del Duero
País:Espanha
Tipo de vinho:Tinto
Castas:90% Tempranillo (Aragonês) e 10% Cabernet Sauvignon
Estágio:Barricas de carvalho francês (60%) e carvalho americano (40%)
Graduação (% vol.):13,5
Enólogo:Francisco José Casas Fernández
Preço:-

Data publicação:Dezembro 2003
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Dezembro 2003
Comentário prova:Cor púrpura, medianamente concentrada, apresentando bordo avermelhado. A prova olfactiva começa por ser marcada por aromas animais e notas almiscaradas que felizmente não pesam desmesuradamente no conjunto. A madeira começa por não ser discreta, mas com o tempo "amacia" e acaba por se integrar bem, sem criar dissonâncias. Finalmente, e para completar a palete de aromas inicias, sobram os aromas vegetais, sem abusos, alardes ou sobressaltos. Começa por se apresentar contido, um pouco tímido, um vinho reservado. Depois começa a indicar aromas de compota, muita compota, compota de ameixa, tomate e mesmo um pouco de geleia. Após hora e meia de abertura o vinho transforma-se e melhora consideravelmente. Perde todas as características animais e vegetais e mostra o seu lado floral e frutado na plenitude. Uma "performance" digna de David Copperfield, um verdadeiro passe de mágica!
Boca carnuda, cheia, quase viscosa, revela-se surpreendente. Muito frutado, rico, glicerinado, é um daqueles vinhos que enche a boca e cobre o palato. Taninos quase doces, relativamente possantes, acabam quase encobertos pelo corpo e estrutura do vinho. Sem ser um vinho de excessos pode ser considerado um vinho guloso, um vinho que sem ser particularmente complexo se bebe com muito agrado.
Ptos*:15


Data publicação:Janeiro 2004
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Dezembro 2003
Comentário prova:Provado duplamente às cegas. A permanência no copo revela-nos um conjunto onde se acentua a percepção do álcool, mas onde, em contrapartida, se esbatem as sensações tostadas da barrica. Boa profundidade aromática com os rasgos tostados, a lembrar pão torrado, a sobreporem-se às notas de ameixa muito madura, às nuances compotadas e à presença de apontamentos vegetais. O contacto com o ar aumenta a complexidade do conjunto: aparecem as notas de licor de cereja, o café, a borracha e algum silvestre. Finalmente, surgem as manifestações terrosas e fumadas mescladas com as notas de cera e alfazema. Encorpado, com concentração e vigor, e muito centrado nos sabores silvestres. Uma prova com a acidez sempre ligeiramente saliente, embora não chegue a prejudicar o conjunto. Final médio/longo, com toque secante, onde alguma rugosidade dos taninos contribui para um perfil com ligeira rusticidade. Um tinto com uma boa estrutura global a clamar por repouso em garrafa. Não será o Ribera de uma vida, mas pode bem sê-lo... de uma refeição.
Ptos*:16

* Base de pontuação 20