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| Palacio de Bornos Verdejo Fermentado em Barrica 2002 |
| Produtor: | Bodegas de Crianza de Castilla la Vieja, S.A. |
| D.O. / Zona: | Rueda |
| País: | Espanha |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | 100% Verdejo |
| Estágio: | Fermentou em barrica |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | Antonio Sanz |
| Preço: | - |
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| Data publicação: | Novembro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Cor amarelo palha. A intensidade aromática é impressionante. Ataca à primeira "cheiradela", prende-se ao nariz e inunda as narinas com tal intensidade que quase assusta. Lá está o maracujá, a lichia, algum ananás, tudo frutos tropicais que lhe assentam bem. A barrica não me parece ter apensado um enorme valor acrescentado, nem estou seguro sobre a sua vantagem no caso desta casta. Felizmente está discreta e o toque fumado é bastante discreto.
Está equilibrado na boca, tem corpo e estrutura muito razoável e um final interessante. Confirma a fruta intensa na boca, mostrando-se um vinho agradável e ajuizado. Uma coisa é certa, apesar da madeira a casta é inconfundível e é reconhecida de imediato. |
| Ptos*: | 15 |
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| Data publicação: | Fevereiro 2004 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Janeiro 2004 |
| Comentário prova: | É possível ler no site Internet que o clima atlântico, com diferenças ideais de temperatura entre o dia e a noite, é o segredo para o equilíbrio dos açucares que a uva sintetiza durante o dia e a acidez que não se perde durante a noite.
A prova começou por volta dos 11/12º de temperatura. De início, não se nota que este Verdelho tenha sido fermentado e estagiado em madeira. O nariz é fresco, com aromas a maça verde e a vegetal. A componente mineral confere-lhe limpidez, indo de encontro ao meu gosto pessoal. À medida que o vinho ganha temperatura no copo, surgem aromas doces a pêssego e a ananás, combinados com nuances a frutos secos.
Na boca é untuoso, de textura melosa, entrando equilibrado com boa envolvência aromática a frutos secos. Termina moderado/longo, com uma acidez fresca que lhe confere leveza. Os sabores são minerais e a madeira, que finalmente surge para marcar um pouco os aromas no pós boca. Bebe-se com imenso prazer neste momento. Seguindo a indicação do produtor, deve-se beber o mais jovem possível. |
| Ptos*: | 15,5 |
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| Data publicação: | Abril 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Límpido e muito brilhante na sua cor topázio. Um estilo sempre inconfundível com um ligeiro apontamento de suor humano que já me habituei a associar a este produtor -em todo o caso, menos evidente nesta versão com madeira-. Ainda assim, bastante apelativo, com os apontamentos de relva cortada a casar com as notas de salsa, hortelã e coentros. Uma curiosa combinação da série vegetal a que se associam sugestões citrinas, o toque a pólvora, fruta cristalizada e discreto fumo. Encorpado, com as notas citrinas, o vegetal fresco e a calda de pêssego em lata a marcarem a evolução. Percepção amargosa a combinar com o fruto seco e a trazer à memória a amêndoa amarga. A madeira não lhe ofuscou a frescura, mas acaba por imprimir-lhe alguma planura no palato médio. Tanto mais que a acidez, para além de corrigida, mostra-se insuficiente para compensar essa sensação. Final longo, mas com um apontamento de verdor a torná-lo pontiagudo -será por ser tão novo?-. Taninos da madeira a produzir uma sensação de secura e a retirarem-lhe delicadeza no final. Flagrante no perfil tecnológico, mas em todo o caso, uma excelente opção. Desconfio que os viciados na relação qualidade/preço tão cedo não voltariam a tocar em muitos dos brancos nacionais. Ainda não conhece? Não sabe o que perde. |
| Ptos*: | 15 |
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* Base de pontuação 20 |
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