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Pintas 2001
Produtor:Wine & Soul
D.O. / Zona:Douro
País:Portugal
Tipo de vinho:Tinto
Castas:Vinha velha com castas tradicionais misturadas.
Estágio:16 meses em barricas de carvalho francês, 70% novo e 30% de 1 ano
Graduação (% vol.):14,5
Enólogo:Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges
Preço:

Data publicação:Julho 2003
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Julho 2003
Comentário prova:

Há dúvidas que este Pintas vai ser um dos porta estandartes do Douro? E que, com grande grau de probabilidade, se irá tornar num vinho de culto? Qualidades tem ele, mais que suficientes, para alcançar esse estatuto. Começando logo pelo impacto visual, pela cor púrpura retinta, quase preta, intensa, com bordos violetas muito escuros. É logo um começo impressionante.
O aroma é denso, espesso, carregado, pastoso, sugerindo de imediato um vinho profundo e misterioso. Sente-se muito ligeiramente a madeira, mas sem sobressaltos. Maduro, imensamente frutado, com fruta rica, carnosa, complexa, sempre equilibrada e com alguma tensão. O cacau não sofre de timidez e sente-se bem no aroma, ajudando a tornar este Pintas num vinho com muita pinta.
O ataque na boca é excelente, poderoso mas contido, contundente mas preciso. Belíssima acidez, tem um recorte, uma moldura mineral, muito elegante, "fresca" e intensa. Uma coisa é certa, apesar dos seus intimidadores 14,5º, a integração alcoólica é digna dos melhores encómios. Taninos musculados, maciços, mas superiormente integrados na estrutura do vinho. Está gordo, carnudo, é está cheio de potencial para ainda crescer. É caso para dizer que este Pintas é um Ás do Douro.
Ptos*:18


Data publicação:Janeiro 2004
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Janeiro 2004
Comentário prova:Quis o destino que me tivesse cruzado com este vinho quando ainda estava no seu estágio em barrica. Nessa altura, impressionou-me muito e, de facto, os ingredientes faziam antever um excelente resultado final: vinhas velhas, baixos rendimentos, pisa em lagar e a mestria de um enólogo, com provas dadas, na sua estreia como produtor-engarrafador. O resultado é estupendo. Completamente negro no núcleo com muitas reminiscências violáceas no menisco. Impressionante a forma como são anulados os 14,5% de álcool. Aromas ainda presos a aconselhar paciência com uma forte componente mineral a trazer à memória as velhas tábuas de ardósia dos tempos de escola, fruto preto, a tosta da barrica e as notas de esteva. Com a permanência no copo surgem os apontamentos de verniz, os toques resinosos, o matagal, sempre com a fruta a querer despontar em pano de fundo. Finalmente, detêm-se em agradáveis notas de torrefacção. Grande estrutura na boca, cheio, fresco, macio mas cheio de garra, excelente acidez, apontamentos de vegetal seco na evolução a conter-lhe a doçura e um final muito longo a deixar perceber as notas de café e alguma tinta. Excelente estrutura de taninos, também ela a apontar para o repouso em garrafa. Uma colheita inaugural de grande nível e que, fazendo juz ao seu nome, nos enche as medidas e nos pinta a alma.
Ptos*:17,5


Data publicação:Junho 2004
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Abril 2004
Comentário prova:Nariz marcado pelo carácter da groselha e da framboesa, bem interligadas com sensações vegetais austeras a lembrar esteva e resinas. A madeira confere-lhe um toque a especiarias, baunilha, torrefacção e chocolate, estruturante e equilibrado. Por detrás, sente-se o fruto seco, bem ao estilo de um vinho do Porto que, infelizmente, também deixa a herança de um desvio alcoólico facilmente perceptível.
Na boca o ataque é forte, alcoólico, quase agressivo, acabando, no entanto, por suavizar às mãos de uma textura de taninos exemplar e de uma acidez forte reconfortante. Termina longo com sabores a madeira, fruta madura e chocolate. Infelizmente, este final de boca vivo não faz esquecer o forte ataque inicial, opulento, que lhe retira graciosidade e delicadeza. Esta nota resultou da prova de duas garrafas. Apesar de tudo, estou esperançado que o tempo harmonize um pouco o perfil. No entanto, considero que o Douro tem muito trabalho a fazer em busca de vinhos equilibrados.
Ptos*:15,5


Esta nota de prova foi contribuição de um leitor
Os conteúdos são da inteira responsabilidade do autor
Data publicação:Outubro 2003
Provado por:Rui Miguel
Data prova:Setembro 2003
Comentário prova:Um senhor elegante é a melhor definição para este vinho. Bebi esta botelha em prova cega. Mostrou aromas profundos, densos e reveladores de grande qualidade. Chá, rebuçados, fruta vermelha, cacau que não incomodava. A boca elegante, cheia e com taninos sedosos, uma boa frescura. Um vinho de grande qualidade.
Ptos*:17,5

* Base de pontuação 20