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Quinta do Carmo 2000
Produtor:Quinta do Carmo
D.O. / Zona:Alentejo
País:Portugal
Tipo de vinho:Tinto
Castas:45% Aragonês, 10% Alicante Bouschet, 15% Trincadeira e Castelão Fr, 20% Cabernet Sauvignon e 10% Syrah
Estágio:12 meses em barrica de carvalho francês
Graduação (% vol.):13
Enólogo:Joachim Roque
Preço:

Data publicação:Abril 2004
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Abril 2004
Comentário prova:Nariz complexo. As sensações a fumo e tabaco interligam com especiarias, couro e sensações terrosas. A fruta, escondida por detrás de uma capa a baunilha, noz moscada e alcaçuz, revela um perfil com muitas analogias a um vinho de Bordéus novo. O tempo de abertura acaba por "abrir a porta" a fortes sensações a groselha preta.
Na boca é amplo, elegante e delicado. A acidez fresca revela-se a meio da evolução, puxando por sabores suaves e sedosos a fumo, tabaco e mineral. O final é vivo, equilibrado, revelando uma estrutura de taninos elegantes. Um estilo que promete alegrias a quem o guardar! Isto se conseguir seguir as pisadas do perfil bordalês.
Ptos*:15,5


Data publicação:Junho 2004
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Junho 2004
Comentário prova:Temos mudanças no Quinta do Carmo "normal"... além das clássicas e tradicionais castas alentejanas que sempre fizeram parte do lote, agora somos presenteados com a adição de duas castas internacionais - Cabernet Sauvignon e Syrah. O que é que estas duas castas acrescentaram ao Quinta do Carmo é o que vamos tentar descobrir de seguida.
Apresenta cor vermelho escuro, com algumas tendências acastanhadas e opacidade mediana. Em repouso o vinho adquire um aroma ferroso, metálico, um aroma que se dissipa com o volteio do copo, para de pronto regressar assim que o copo sossega. Apesar de ser evidente que ainda está muito preso, tolhido, enclausurado, percebe-se facilmente o que as novas castas lhe acrescentaram - fruta! Os vinhos da Quinta do Carmo nunca foram conhecidos pelas suas características frutadas, mas esta nova versão 2000 veio alterar esta realidade, conseguindo-se hoje descortinar sem dificuldade a ameixa, mirtilo e groselha neste tinto alentejano. Afortunadamente os aromas tradicionais também se mantiveram, e assim podemos sentir o couro, o cravinho, a noz moscada, o fumo, o restolho e o café moído na sua paleta de aromas.
A boca está contida mas desde já elegante e indicadora de um bom percurso. Acidez muito catita, taninos poderosos e sedosos, fruta um pouco mais discreta, está um tinto muito bebível mas que ganha em ser guardado. Os vinhos da Quinta do Carmo têm provado que sabem envelhecer e este não deverá ser excepção. A nota final reflecte o seu estado actual, com a consciência que o futuro poderá reservar boas surpresas.
Ptos*:16

* Base de pontuação 20