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| Quinta da Dôna 2001 |
| Produtor: | Ataíde da Costa Martins Semedo |
| D.O. / Zona: | Bairrada |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 100% Baga |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | 13,5 |
| Enólogo: | - |
| Preço: |    |
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| Data publicação: | Dezembro 2002 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2002 |
| Comentário prova: | Cor muito bonita e concentrada para um vinho da Bairrada. O nariz está fechado, conseguindo as notas de frutos vermelhos sobressair um pouco. Na boca o vinho tem corpo médio/encorpado, boa acidez e concentração. No entanto a prova ainda é demasiado seca, com os taninos bem presentes a esconderem a fruta. Comprimento do palato e final de boca ainda moderados pela presença dos taninos. A evolução deste vinho promete ser muito interessante porque, apesar de o aroma estar fechado, são as notas de fruta que conseguem marcar. Apesar de seco na prova, tem uma boa concentração que poderá criar um vinho saboroso no futuro. |
| Ptos*: | 15 |
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| Data publicação: | Novembro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Provado em prova cega. Vermelho carregado, vermelho denso e opaco, eis o cartão de visita deste vinho. No nariz atacam logo de início os aromas especiados, com presença assinalável de cânfora e ligeiro pó de talco. Por outro lado, como que na face oculta do vinho, insinua-se um lado floral, misterioso, oculto, esfíngico e um pouco inesperado. Caruma, resina e azeitona marcam presença neste conjunto assaz curioso. Depois, com um bom período de arejamento (umas horitas), surge sem aviso prévio a fruta, fruta silvestre madura e bem comportada. Mas por mais arejamento que "sofra", por muito que se espere, há sempre um fundo de nariz que não está completamente limpo e que não dá asas a este vinho para voar...
Na boca, a entrada é quase inebriante. Estamos perante um vinho glicerinado, gordo, recheado de fruta madura, mas sem demências nem excessos. A acidez, pronunciada mas equilibrada, dá-lhe "raça", nervo, vivacidade e corta por inteiro a doçura da fruta. Os taninos não dão sinais de timidez, bem antes pelo contrário, são uns destemidos e quase exibicionistas. No entanto conseguem manter uma conversa de salão, são educados qb, polidos, em suma, não são umas bestas. É um vinho harmonioso, com uma potência contida mas poderosa. |
| Ptos*: | 16 |
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| Data publicação: | Dezembro 2003 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Novembro 2003 |
| Comentário prova: | Muito concentrado com um halo violáceo muito intenso e uma lágrima exuberante e persistente. Completa ausência de qualquer manifestação do seu poder alcoólico com as impressões tostadas a aliarem-se a uma nota que lembra enchidos -chouriço mouro...-. Com a permanência no copo desprende uma nota a lagar de azeite, complementada por apontamentos fumados, o toque a pólvora, as impressões silvestres e uma nuance de tinta. Relativamente fechado, não conseguindo disfarçar um odor desagradável, e difícil de descrever, que lhe retira finura e equilíbrio. Encorpado, com um ataque fresco que concilia poder e elegância. Harmonia e vigor numa evolução marcada pela expressividade do fruto preto e, simultaneamente, uma enorme envolvência da frescura ácida a conferir-lhe um longo final onde se revela o poder e a finura da estrutura de taninos. Longe da secura de outros Baga e, também por isso, menos identificável com a sua região de origem. Um vinho que nos deixa angustiados tal é o contraste entre os desempenhos olfactivo e no palato. Quando um simples odor pode fazer toda a diferença e deitar por terra as ambições de um grande vinho. Que raiva! |
| Ptos*: | 16 |
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* Base de pontuação 20 |
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