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Quinta da Garrida Touriga Nacional 2001
Produtor:Caves Aliança
D.O. / Zona:Dão
País:Portugal
Tipo de vinho:Tinto
Castas:Touriga Nacional
Estágio:75% em carvalho francês e 25% em carvalho russo
Graduação (% vol.):3
Enólogo:Francisco Antunes e Pascal Chatonnet
Preço:

Data publicação:Junho 2004
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Maio 2004
Comentário prova:A Quinta da Garrida representa a incursão das Caves Aliança nos vinhos de quinta produzidos na região do Dão. Este importante produtor nacional, presente também nas regiões da Bairrada, Douro, Alentejo e Estremadura, descreve a sua gama de Vinhos de Quinta como sendo "vinhos topo de gama comercializados apenas nos melhores anos". Uma das principais particularidades deste Touriga Nacional é o surpreendente estágio em carvalho russo a que uma parte deste vinho foi sujeita. A este facto não é alheia a inclusão do enólogo Pascal Chatonnet na equipa de enologia deste produtor, sediado em Sangalhos. Este enólogo, especialista mundialmente reconhecido, desenvolveu diversos estudos de investigação consagrados à importância do carvalho na qualidade dos vinhos. Vamos lá então ver qual é o sotaque deste tinto.
Nariz quente, onde a casta revela alguma da sua tipicidade quando plantada na região do Dão. O fruto preto, concentrado, associa-se a sensações vegetais-balsâmicas, a lembrar caruma de pinheiro, e a componentes doces, talvez oriundas da madeira de estágio. Existe uma nuance animal, com destaque para o couro, muito agradável. Na boca prima pela elegância, aliando um estilo gostoso e saboroso, de sabores a fruta e vegetal. Termina moderado/longo, com boa acidez e taninos saborosos. É um vinho que pede pela companhia gastronómica e que não ganhará muito mais com o tempo de guarda.
Ptos*:15


Data publicação:Julho 2004
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Julho 2004
Comentário prova:Cor vermelho granada muito brilhante e intensa. Aroma floral ardente, um autêntico jardim primaveril a desabrochar na primavera carregado de sugestões de jasmim, violetas, cravos e malmequeres, aromas que aliados à baunilha da madeira criam um ambiente agradável e prazenteiro. Frutado qb, aponta para a framboesa, cassis, mirtilos e groselha, sempre num registo suave, harmonioso e discreto. Descobre-se pó de talco fino e elegante no fundo do copo, bem como insinuações de ervas frescas aromáticas após arejamento prolongado. Mas a orientação, a atenção deste Dão está sempre dirigida para a componente floral que é de belo efeito.
Se o nariz revela enorme sentido de equilíbrio e elegância, a boca não desmerece e mantém-se no bom caminho, no caminho da virtude. Está elegante, harminioso, embora ainda um pouco verde e imaturo. Na boca mostra-se mais vegetal que floral ou frutado, tem taninos elegantes mas tensos, acidez nio limite das boas maneiras, dando boas indicações para uma evolução de médio prazo. Precisa de mais meio ano para afinar e deve dar bons momentos de alegria a quem o provar.
Ptos*:15,5

* Base de pontuação 20