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| Quinta de Macedos 2000 |
| Produtor: | Paul Reynolds - Sociedade de Explorações Agrícolas |
| D.O. / Zona: | Douro |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | Castas tradicionais com predominância de Touriga Franca |
| Estágio: | 20 meses em barricas novas de carvalho allier |
| Graduação (% vol.): | 14,5 |
| Enólogo: | Paul e Raymond Reynolds |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Julho 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Julho 2003 |
Comentário prova:
 | A cor é escura, preta, insondável, mais um buraco negro do universo. Os aromas frutados são evidentes, com fruta preta muito concentrada misturada com notas químicas, sobretudo cera e alguma graxa. Há uma certa doçura indisfarçável no nariz. A madeira está presente, um pouco acima do registo desejável e adequado, mas sem sobressaltos de maior. Infelizmente, para ensombrar o panorama, nota-se um desequilíbrio alcoólico que acaba por prejudicar a nota de prova aromática.
Na boca, o primeiro contacto é de surpresa. O vinho apresenta-se muito redondo, muito certinho e bonitinho, sem arestas. A acidez é muito vincada, autoritária, mas acaba por ser uma acidez saudável e "refrescante". Mas nada nos pode preparar para o que vem a seguir... um autêntico ataque nuclear de taninos adstringentes (esqueçam a guerra convencional), que na melhor "praxis" guerrilheira, surgem do nada e tomam de assalto as papilas gustativas mais descuidadas.
Uma brutalidade!
E é pena, porque este ataque acaba por prevalecer sobre uma prova de boca que até parecia bem encaminhada. O vinho é bom, vê-se que tem ambições sérias, mas excede-se na agressividade, acabando por perder as "negociações" do que seria um belo vinho. Por agora está muito duro, talvez o tempo o venha a amaciar... |
| Ptos*: | 15,5 |
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Esta nota de prova foi contribuição de um leitor Os conteúdos são da inteira responsabilidade do autor |
| Data publicação: | Novembro 2003 |
| Provado por: | Rui Miguel |
| Data prova: | Outubro 2003 |
| Comentário prova: | Bebi este vinho em prova cega. Este vinho não foi, aquilo que se chama, um amor à primeira vista. Começou um pouco bruto na boca, possuidor, inicialmente, de uma descarga tanínica que assustaria o enófilo mais distraído. Tão bruto que podia fazer desistir qualquer um de nós. Com o evoluir da prova foi abrindo, mostrou as suas virtudes, dizendo-nos: Não tenham pressa comigo!
Aromaticamente revelou-me aromas muito interessantes, do tipo: lavanda, esteva, caramelo e um toque floral muito bom. Na boca, boa complexidade, encorpado, aliás muito encorpado, potente. Acidez muito refrescante. Os seus taninos a dizerem que: ainda vou cá estar daqui alguns anos! Em jeito de conclusão um vinho que não é fácil, que se deve ter paciência para ele, dar-lhe tempo, porque se não... |
| Ptos*: | 17 |
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| Data publicação: | Outubro 2004 |
| Provado por: | João Paulo Alsina |
| Data prova: | Outubro 2004 |
| Comentário prova: | Vinho considerado por João Paulo Martins como um dos melhores do ano (Guia 2004).
Bela cor rubi, cerrada e límpida ao mesmo tempo. No nariz, destaca-se a groselha, seguida de cereja, ligeiro alcatrão e baunilha - tudo com boa intensidade e elegância. Na boca, nota-se um vinho concentrado e muito prometedor. No entanto, os taninos, em profusão, ainda apresentam-se demasiadamente expostos - o que produz um travo um pouco desagradável na língua. Claramente, um vinho para guardar na adega por pelo menos mais dois anos. |
| Ptos*: | 16 |
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* Base de pontuação 20 |
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