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| Quinta das Maias Reserva 2000 |
| Produtor: | Sociedade Agrícola Faldas da Serra |
| D.O. / Zona: | Dão |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | Maioritariamente Jaen |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | Virgílio Loureiro |
| Preço: |     |
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| Data publicação: | Dezembro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Dezembro 2003 |
| Comentário prova: | Provado em prova cega. A cor está longe de alinhar pela moda recente, já que mostra cor vermelha muito leve, com pouca concentração e opacidade. Um vinho ao arrepio de modas. E daí, que mal vem ao mundo?
A primeira "snifadela" trai de imediato as origens do vinho. As notas de caruma, resina, alguma esteva (ou será antes carqueja?) são apontamentos que nos enquadram imediatamente no perfil Dão. Mas há mais e este Maias Reserva, o tal do famoso rótulo preto, ainda nos permite descobrir fruta de baga silvestre, mirtilos, framboesas e groselhas que formam um conjunto agradável. Estranha é a sensação alicorada, a bombom de cereja que não é vulgar nos vinhos deste perfil. Acaba por ser um vinho jovial, alegre, um aroma que nos faz sorrir.
A boca apenas se encarrega de confirmar as promessas do nariz, um vinho frutado, equilibrado, mas com uma estrutura relativamente franzina. É um Dão e isso nota-se na acidez vincada. Não me parece ser um vinho que se enquadre no perfil do "apreciador moderno" - afinal não é preto, não é alcoólico, não tem açúcar residual e mostra uma acidez forte...
Não é um vinho para beber à lareira, mas é um vinho que numa refeição não sobra no copo ou na garrafa... percebem o que quero dizer? |
| Ptos*: | 15 |
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| Data publicação: | Janeiro 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Dezembro 2003 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Finalmente, a tão esperada reedição de um vinho que havia sido produzido nas colheitas de 1990, 1991 e 1992. Trata-se do famoso Quinta das Maias Reserva, na versão "rótulo preto", e que, se a memória não nos atraiçoa, só foi utilizado na versão inaugural. Média concentração com os tons rubi/granada já ligeiramente esbatidos num bordo muito rosáceo. Aroma com suavidade e elegância, fresco, mas pouco expressivo combinando vegetal, fruto silvestres, discreto couro e uma nota citrina a lembrar laranja verde. Com o arejamento desprendem-se notas adocicadas que evocam caramelo e uma impressão anizada. Redondo no ataque e na evolução, mediano no corpo, macio, algum verdor numa evolução marcada pelos sabores silvestres, mas, ao mesmo tempo, alguma diluição e falta de concentração gustativa no palato médio. Acidez exagerada para tão pouca extracção e um final relativamente curto e austero, a revelar apontamentos de cinza e a salientar uma estrutura de taninos até então disfarçados no conjunto. Gostaria de lhe ter encontrar mais substância, mais extracção e maior concentração de sabores. Um conjunto a que falta harmonia e equilíbrio, excessivamente marcado pela acidez mas que poderá vir a beneficiar com 1 ou 2 anos de guarda. Fica, contudo, a ideia de que não reúne argumentos para ser "Reserva". E, acima de tudo, fica a saudade das colheitas inaugurais do início dos anos 90. |
| Ptos*: | 14 |
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* Base de pontuação 20 |
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