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| Quinta da Murta 2002 |
| Produtor: | Francisco Castelo Branco |
| D.O. / Zona: | Bucelas |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | 96% Arinto e 4% Rabo de Ovelha |
| Estágio: | Inox |
| Graduação (% vol.): | 12 |
| Enólogo: | - |
| Preço: |  |
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| Data publicação: | Abril 2004 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Março 2004 |
| Comentário prova: | Nariz muito fresco, de carácter vegetal, com leve tendência para a neutralidade. A intensidade moderada revela um aroma a relva fresca cortada, envolvida numa frescura mineral contida, mas agradável. Com o tempo de abertura surge ainda um ligeiro floral, a jasmim, conferindo vivacidade ao conjunto aromático. Na boca transforma-se por completo. A entrada ampla dá, de imediato, uma forte sensação de frescura, conferida por uma acidez viva, no limite da sua força. Esta acidez elevada, característica notável da casta Arinto, conduz a um final moderado/longo, com personalidade e definição de sabores minerais agradáveis. É interessante notar que, a meio da evolução, a acidez puxa por uma textura de sabores suave e apetecível, com leves sensações doces que se dissipam no pós boca. Imagino-me perfeitamente a beber este vinho num dia quente de Verão, sentado numa esplanada. Beba-o, desde já, com prazer mas guarde, também, algumas garrafas para se deliciar com a qualidade cítrica que esta casta costuma ganhar com a idade - a acidez garante-lhe longevidade. |
| Ptos*: | 14,5 |
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| Data publicação: | Abril 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Março 2004 |
| Comentário prova: | Cor amarelo palha, leve, com fraca concentração cromática. Notas citrinas, algumas nuances metálicas e apontamentos de feno começam por marcar o início de prova. Percebe-se uma mineralidade escondida, resguardada, que o complexifica e lhe confere distinção. Finalmente descobre-se uma frescura vegetal que o alegra de forma marcada. No entanto, é um vinho contido, um pouco neutro no aroma e que não alinha em muita conversa.
A boca apresenta-se substancialmente mais interessante, mais expressiva, muito fresca e refrescante, fruto da acidez afiada e do carácter mineral por demais evidente. A vertente vegetal expressa-se na plenitude, com a sensação de relva acabada de cortar a invadir o palato com toda a sua frescura. Final interessante, comprimento e persistência média/longa, tem a curiosidade de no meio do palato sugerir alguma doçura... que logo de seguida é desmentida pelo final agudo.
Um vinho interessante, com uma excelente relação qualidade/preço. |
| Ptos*: | 14,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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