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Ridge Lytton Springs Dry Creek Valley 1998
Produtor:Ridge Vineyards
D.O. / Zona:Sonoma Valley
País:Estados Unidos da América
Tipo de vinho:Tinto
Castas:77% Zinfandel, 14% Petite Sirah, 4% Mataro (Mourvèdre), 2% Carignan e 1% Alicante Bouschet
Estágio:-
Graduação (% vol.):14
Enólogo:Paul Draper
Preço:

Data publicação:Abril 2003
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:Bebido em prova cega. Um vinho americano que foge ao estilo do novo mundo. Necessita de tempo de abertura. O nariz é complexo, surgindo aromas de fruta em passa, de fruto preto, de couro e minerais. Com a evolução no copo, os aromas a pimenta preta tornam-se evidentes. As nuances vegetais conferem uma frescura impressionante ao leque de cheiros.
Na boca, existe uma complexidade e concentração de sabores notáveis a fruta, a pimenta e a couro. A acidez viva, associada aos taninos gostosos e sedosos, têm força para espalhar, de forma persistente, a concentração destes sabores pelo palato médio. O final de boca é persistente. O nariz não é muito consensual mas, a grandiosidade da boca é impressionante. Um contacto memorável com uma casta praticamente desconhecida na Europa.
Ptos*:18,5


Data publicação:Junho 2003
Provado por:Pedro Gomes - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:Um vinho com boa concentração, mas não particularmente escuro. Muito europeu no estilo - francês? -, revelando-se, inicialmente, bastante tocado pela madeira. Ao fundo mineral acresce, progressivamente, uma componente de vegetal fresco que, de tempos a tempos, lembra manjerico. Infelizmente, também é perceptível uma nota animal que lhe retira finura aromática. Grande boca: uma textura acetinada a cobrir o palato, com um ataque e evolução muito delicados... quase femininos. E, depois, um final portentoso, muito longo, uma descarga de adrenalina nas gengivas, a desvendar toda a excelência dos taninos. Uma mistura de classe, finura e potência a que se pode "torcer o nariz" mas, em contrapartida, é de se ficar "boquiaberto".
Ptos*:17


Data publicação:Junho 2003
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Abril 2003
Comentário prova:Provado em prova cega. Cor vermelho brilhante, sem ser marcadamente denso e concentrado. O nariz é singularmente complexo e original, não dando por nenhum instante qualquer indicação de estarmos perante um representante do novo mundo. Os aromas sucedem-se e renovam-se, passando por notas iniciais de violetas, cereja e evoluindo para notas de couro, tabaco, algum fumo, pimenta, canela, funcho, chocolate e aromas terrosos. Um incontestável tesouro, uma linda caixinha de surpresas que apetece ir desbravando e destrinçando, aroma após aroma. Corpo médio mas estruturado, especialmente equilibrado, este Zinfandel surpreende pelo ataque sedoso e doce e pelo fim substancial, suculento, com taninos maduros mas possantes. O fim de boca é excepcionalmente longo e delicado. Uma belíssima interpretação do terroir!
Ptos*:18

* Base de pontuação 20