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| Soalheiro 2003 |
| Produtor: | António Esteves Ferreira |
| D.O. / Zona: | Vinho Verde |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | 100% Alvarinho |
| Estágio: | Inox |
| Graduação (% vol.): | 12,5 |
| Enólogo: | António Luís Cerdeira |
| Preço: |    |
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| Data publicação: | Abril 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Março 2004 |
| Comentário prova: | Amarelo citrino com sugestões esverdeadas, aspecto cintilante, com presença de bolha muito fina, consequência provávl da sua extrema juventude. A primeira sensação a atingir o olfacto é a extraordinária fragrância a jasmim que se liberta deste sensual Alvarinho, um regalo para o olfacto. Logo de seguida o vinho fecha subitamente, revelando notas interessantes de casca de pêssego e ameixa branca, virando decididamente para uma forte componente vegetal, nomeadamente relva acabada de cortar. Confesso que em prova cega, nesta fase, iria de imediato para um Sauvignon Blanc do novo mundo! É neste momento que se acentua o carácter mineral que o acompanhava desde o início, dando origem a um vinho de forte personalidade. Após prolongado arejamento, a componente tropical sai reforçada, com a presença objectiva do maracujá, abacaxi e lichias que por vezes sugerem alguma doçura de aroma.
A boca consegue ser simultaneamente gorda e cristalina, glicerinada e profundamente mineral, num vinho pleno de contradições saudáveis. A harmonia, o equilíbrio, a leveza, são notáveis, prometendo um vinho com uma notável capacidade de evolução e com bom potencial de guarda. A boca revela um mundo pedregoso que se desenvolve no copo de forma dramática. Estamos perante um belo vinho! |
| Ptos*: | 17 |
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| Data publicação: | Abril 2004 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Março 2004 |
| Comentário prova: | Nariz fresco e denso nos aromas a fruta, a lembrar alperce, pêra e maracujá. A envolvência vegetal, de relva fresca cortada e espargos, e a componente mineral dão-lhe um toque equilibrado. Na boca a acidez comanda a estrutura, dando vivacidade e um comprimento longo, cheio, ao mesmo tempo leve e fresco. A persistência de sabores é vegetal e mineral, com as fundamentais sensações a fruta tropical, necessárias num Alvarinho novo. Um branco amplo, delicado, saboroso, que alia na perfeição componentes frutadas, vegetais e minerais. Surgiu em 1982, sendo a primeira marca de vinho verde Alvarinho de Melgaço. Ao longo dos anos tem-se afirmado como uma referência desta casta plantada em Portugal. Apesar da acidez lhe conferir longevidade (recentemente bebi a colheita de 1995 que se revelou impressionantemente fresca e aprazível), beba-o o mais novo possível para se deliciar com a componente frutada. Acompanhe-o com um bom peixe assado no forno. |
| Ptos*: | 16,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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