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| Têmpera 2001 |
| Produtor: | José Bento dos Santos |
| D.O. / Zona: | Estremadura |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 100% Aragonês (Tinta Roriz) |
| Estágio: | 16 meses em barricas novas de carvalho francês |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | Luís Elias Carvalho |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Setembro 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Julho 2004 |
| Comentário prova: | Um novo vinho de Bento dos Santos é sempre uma novidade aguardada com algum expectativa, sobretudo quando se trata do primeiro contacto com uma casta portuguesa a navegar sozinha por sua própria conta e risco. Este Têmpera(nillo) é afinal um Tinta Roriz ou Aragonês, a mais ibérica das castas portuguesas (e espanholas), proporcionando um vinho de cor violeta, um efeito cénico de muito boa qualidade. Nariz bem frutado, o que primeiro surpreende é o perfume que emana do copo, um aroma subtil e delicado de flores campestres que evoca um prado verdejante, coberto de flores primaveris. Vem de seguida a fruta muito bem composta, bem arranjada, muito aprumada, mirtilos, cereja, framboesa, e muito licor de ginga. Sempre num registo sóbrio, sem exageros, percebe-se a bondade e o afinamento da madeira, o óleo de cedro e as leves notas de tabaco finais.
Se o nariz é todo ele delicado, a boca já nos surge mais masculina, mais decidida, com uma acidez mordaz e taninos rijos, viçosos, duros, embora simultaneamente bem integrados e bem educados. A dicotomia de personalidade entre nariz e boca é quase patológica, um duelo engraçado entre a "bela e o monstro", que tal como no file homónimo, também aqui tem um final feliz. Fim de boca longo, duradouro pela acidez e pelos taninos, ainda precisa de afinar em garrafa, devendo melhorar nos próximos seis anos. Uma boa aposta que apraz registar. |
| Ptos*: | 17 |
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* Base de pontuação 20 |
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