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Torrent Negre 2001
Produtor:Vins Miquel Gelabert
D.O. / Zona:Pla I Llevant - Maiorca
País:Espanha
Tipo de vinho:Tinto
Castas:Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah
Estágio:12 meses em carvalho francês e americano
Graduação (% vol.):14
Enólogo:-
Preço:-

Data publicação:Março 2004
Provado por:Rui Falcão - Os5às8
Data prova:Março 2004
Comentário prova:Mais um vinho de uma zona improvável, uma zona que associamos mais a férias de Verão e turismo de massas que a vinho - Maiorca. E no entanto, as Baleares já me conseguiram surpreender por mais de uma vez, com vinhos muito originais, carregados de personalidade, vinhos que perduram na memória e que destacam por fugirem da regra neste mundo tão padronizado. Da cor nem sei se vale a pena falar, é apenas negra... tal como o nome sugere! Preta, preta, preta!
O aroma... bem, o aroma é um poço de surpresas e de enigmas. Está fechado, compacto, quase mudo... mas cheio de vontade de falar pelos cotovelos! Cera e verniz são dois aromas que saltam imediatamente ao nariz, seguidos de perto pelas notas de borracha à mistura com fortíssimos aromas balsâmicos e canforados. A madeira é de boa qualidade, bem integrada, forte mas dentro dos parâmetros canónicos. Surge uma nota muito interessante que se mantém até final, o eucalipto, que é uma nota bastante interessante. Finalmente tem de se louvar a forte mineralidade deste vinho insular.
A boca... bem, a boca é como uma torrente de emoções e de energia! Aliás, tal como o nome sugere. O vinho é muito interessante, com uma entrada algo contida, um palato médio muito intenso e possante e um final muito elegante e harmonioso. O palato médio contém a chave para descodificar este vinho, que apesar de não ser muito volumoso é potente e intenso sem contudo perder harmonia e elegância.
Ptos*:17


Data publicação:Abril 2004
Provado por:Tiago Teles - Os5às8
Data prova:Março 2004
Comentário prova:Bebido em prova duplamente cega.
Nariz com uma forte componente a borracha (a lembrar as pequenas borrachas utilizadas na escola), envolvida em sensações vegetais e minerais peculiares. O conjunto ainda está austero, fechado e compacto, fazendo-nos imaginar um manancial de possibilidades por descobrir. Com o tempo surgem as sensações a lagar e a cera.
Na boca, a exploração do palato médio revela-nos fruta e elegância, entrando depois com uma força contida mas capaz de se prolongar na boca para terminar longo, com equilíbrio e persistência de sabores secos marcados pelo fumo da madeira. A acidez fresca revela a presença de uns taninos jovens, com origem parcial na madeira nova de estágio. Um vinho com força, harmonia e potencial, mas de futuro incerto. Uma coisa é certa, o estilo tem personalidade e promete cativar muitos palatos.
Ptos*:16

* Base de pontuação 20