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| T Quinta da Terrugem 2001 |
| Produtor: | Caves Aliança |
| D.O. / Zona: | Alentejo |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 90% Aragonês e 10% Trincadeira |
| Estágio: | - |
| Graduação (% vol.): | 14 |
| Enólogo: | Michel Rolland e Francisco Antunes |
| Preço: |      |
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| Data publicação: | Abril 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Março 2004 |
| Comentário prova: | Média/alta concentração com tonalidades granada a prolongarem-se até ao menisco. Aroma inicialmente cerrado, tenso, marcado pelo álcool, mas assumindo-se, desde logo, como uma excelente interpretação do genoma varietal, com o suporte especiado do Aragonês suavemente esbatido pelos apontamentos vegetais da Trincadeira. A pouco e pouco a "timidez" vai-se esbatendo e os rasgos frutados mostram-se em sintonia perfeita com a excelência das notas da barrica. Combina o carácter especiado da canela e da pimenta preta com notas de cera, verniz e cedro, bem como com os apontamentos vegetais, sempre mais contidos, a lembrar manjerona. E não pára por aí: as notas de ameixa, amora e cereja pretas vão, progressivamente, reivindicando maior protagonismo e o aumento de doçura do conjunto, compensado por uma nota salina, acaba por trazer à tona o licor de cereja e as nuances anizadas. E os mais pacientes, aqueles para quem tempo é prazer, verão recompensada a sua espera e encontrar-lhe-ão uma fragrância torrefacta apenas comparável aos melhores lotes de café jamaicano. Cativante na frescura, com corpo e densidade, mas sem exageros na extracção. Elegante, sedoso e altivo no ataque, com uma delicadeza táctil e uma subtileza de sabores um tanto ou quanto inesperada e desconcertante. Muito estruturado na evolução, com notória percepção do vegetal fresco e da especiaria, mas sem conseguir evitar a "mordedura" do álcool. A estrutura de taninos que, até então, estava esquecida, começa a mostrar garra e vigor no final da evolução. E, embora atenuada pelos sabores abaunilhados, não tem a sofisticação desejada e, acaba por "ferir" a harmonia de um longo e especiado final. Um vinho rico, profundo e complexo, onde os aromas "falam" muito alto, qual caleidoscópio de sensações olfativas. Se o factor T, de tempo, jogar a seu favor, então este T, de Terrugem, poderá muito bem virar T... de tremendo! |
| Ptos*: | 17 |
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| Data publicação: | Maio 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Março 2004 |
| Comentário prova: | Cor vermelho granada, com bordo vermelho carnudo. Aroma fino, com provas flagrantes de madeira de boa qualidade, sem exageros, com peso e medida. Nariz com notas canforadas, um toque anizado interessante e fruta, fruta vermelha e preta, com primazia para as amoras, groselhas, ameixas e um pouco de cassis. Todo o aroma aponta para a frescura, para um leve indicativo vegetal, sem agressividade e com uma indicação de chocolate no final.
Redonda e cheia, a boca apresenta-se num crescendo de força que culmina num final algo explosivo, possante, expansivo, embora sem mostrar sintomas de violência gratuita. Todo o percurso deste T de Terrugem na boca é sedoso, macio, franco, sem indícios de agressividade ou asperezas grosseiras. Final de boca possante, com um crescimento surpreendente pela potência e intensidade.
Temos aqui um vinho interessante, bem feito, muito bem desenhado, mas a que inexplicavelmente parece faltar... alma! |
| Ptos*: | 16,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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