 |
|
|
|
| |
| Villa Maria Reserve Sauvignon Blanc 2001 |
| Produtor: | Villa Maria |
| D.O. / Zona: | Marlborough |
| País: | Nova Zelândia |
| Tipo de vinho: | Branco |
| Castas: | 100% Sauvignon Blanc |
| Estágio: | Inox |
| Graduação (% vol.): | 14 |
| Enólogo: | Michelle Richardson |
| Preço: | - |
|
|
| Data publicação: | Fevereiro 2004 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2004 |
| Comentário prova: | Cor amarelo palha, muito clara, quase deslavada, quase água.
Uma explosão, um cataclismo, uma erupção de frescura, fruta e aromas vegetais de tal magnitude que as narinas tremeram do impacto! Não se brinca em serviço, este branco neo-zelandês tem um impacto fortíssimo. O efeito "Nasex" na sua plenitude! Não há nada que enganar, estamos perante um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia. O perfume é inebriante, empolgante, estonteante e as ondas de impacto ressoam pelo copo. O maracujá pulsa, a erva parece acabada de cortar, a lima acabada de espremer, o xixi de gato acabado de fazer, enfim, o panorama é viciante e damos conta que levamos o copo uma vez mais ao nariz, e outra, e outra, e outra, sem conseguir parar.
Uma coisa é certa, este branco deveria vir com um aviso no contra-rótulo - "Beba este vinho por sua conta e risco. O produtor não se responsabiliza por vícios causados"! A vastidão da fruta, a imensidão, a incomensurabilidade, a luxúria, o exotismo e a intensidade de aromas eventualmente não são deste planeta. Tudo bem, não é subtil, não é discreto, é espampanante e a complexidade é uma palavra que não faz parte do seu léxico... mas é guloso, tão guloso e tão apetecível que quase esquecemos esse seu lado "flamboyant". Quem nunca provou um Sauvignon Blanc neo-zelandês não sabe o que perde! |
| Ptos*: | 16,5 |
|
|
| Data publicação: | Julho 2004 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2004 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Cor amarelo-palha salpicada por tons cinza-esverdeados, mais se assemelhando a água quando observado numa perspectiva vertical. Presença de carbónico, mas demasiado efémera para que se note a dimensão frisante. Pujante ao nariz, com o maracujá e o ananás a liderar uma imensidão de aromas tropicais, logo secundados por apontamentos de vegetal fresco, sugestões citrinas e o tão característico xixi de gato. Álcool a marcar presença de forma indelével e, contra nossa vontade, uma nuance a suor humano que é frequente encontrar nalguns vinhos de Rueda elaborados com Sauvignon Blanc ou Verdejo. Gordo, muito fresco na entrada, com a untuosidade bem compensada pela concentração de sabores tropicais. Média persistência retronasal a destapar alguma força alcoólica. Uma prova que não esconde o contributo da tecnologia, mas que acaba por tornar-se irresistível pela forma como a intensidade de aromas e a frescura de sabores toldam o perfil geral. Não sendo um grande vinho, é difícil imaginar um estilo que possa ser mais consensual. Não é por acaso que a região de Marlborough se assume, hoje, como berço de alguns dos melhores Sauvignon Blanc do mundo. Muito prazer e muita sedução... em tons claros. Se puder experimentar... |
| Ptos*: | 15 |
|
* Base de pontuação 20 |
| | |