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| Vinha da Nora 2000 |
| Produtor: | José Bento dos Santos |
| D.O. / Zona: | Estremadura |
| País: | Portugal |
| Tipo de vinho: | Tinto |
| Castas: | 95% Syrah e 5% Cinsault |
| Estágio: | 12 meses em barricas de carvalho francês (das quais 50% novas) e 1 ano em garrafa |
| Graduação (% vol.): | 13 |
| Enólogo: | Luís Elias Carvalho |
| Preço: |  
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| Data publicação: | Outubro 2003 |
| Provado por: | Rui Falcão - Os5às8 |
| Data prova: | Outubro 2003 |
| Comentário prova: | Provado em prova cega. Cor vermelha qb, sem concentração cromática intimidatória ou deslumbrante. Aponta para registos vermelhos, mesmo um pouco acastanhados, cores que decididamente não estão na moda. E o que importa? Nada, o que está hoje na berra, na crista da onda, amanhã é desprezado e ridicularizado. A moda vai e vem, a moda é efémera, mas o vinhos, esses são feitos para durar...
Este Vinha da Nora mostra aromas minerais evidentes, criando bons prenúncios de prova (bem sei, não me canso de cantar, de louvar, de enaltecer, de exaltar as virtudes dos aromas minerais na complexidade e frescura dos vinhos). Está austero, sóbrio, sem luzes a piscar, sem devaneios, sem dourados ou acessórios espampanantes. Tem fruta? Sim, mas pouca, recatada e discreta. Tem notas de barrica? Sim, mas discretas e quase ausentes. Tem aromas secundários? Sim, nomeadamente leves sintomas de borracha, alcatrão e alguma mina de lápis. E no entanto, nenhum destes aromas sobressai, não se impõe, como uma família feliz onde ninguém ralha e há muito pão.
A boca define o significado de um vinho equilibrado, honesto e pai de boas famílias. Mais uma vez não há acessórios inúteis, não há floreados. Antes uma harmonia e proporção considerável. A boca não tem vedetas, apenas uma equipa unida, coesa e ganhadora. A acidez permite-lhe vida longa, os taninos robustos idem e a finura de boca ibidem. |
| Ptos*: | 16,5 |
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| Data publicação: | Dezembro 2003 |
| Provado por: | Pedro Gomes - Os5às8 |
| Data prova: | Outubro 2003 |
| Comentário prova: | Provado duplamente às cegas. Tons rubi concentrados mas sem os excessos de cor a que esta casta já nos habituou. Uma influência atlântica a que é difícil ficar indiferente com a frescura dos aromas a substituir-se ao álcool. Notas terrosas a lembrar pote de barro e um toque a carne assada antecedem os apontamentos de cereja, hortelã-pimenta e calfe, em fundo balsâmico. Acidez no ponto a conferir-lhe a mesma sensação de frescura na boca. Redondo, acetinado, extracção e expressão frutada no palato médio e uma muito ligeira secura num final longo e especiado que combina pimenta e cravinho. Uma discreta austeridade a percorrer toda a prova e a afastá-lo do estilo "madurão" que se começa a banalizar com os monovarietais desta casta e que tantos adeptos tem ganho entre nós. Um tinto civilizado na potência, já muito apetecível, mas que pode ser guardado por um bom par de anos. Colheita após colheita, José Bento dos Santos vai afinando o estilo deste "Nora". Não terá a opulência de um Côte-Rôtie ou o impacto de um Hermitage mas está lá bem patente o perfil Velho Mundo e, acima de tudo, a tal dimensão gastronómica tão do agrado do seu produtor. Um Syrah... que não é Shiraz! Porque será...? |
| Ptos*: | 16 |
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| Data publicação: | Maio 2004 |
| Provado por: | Tiago Teles - Os5às8 |
| Data prova: | Fevereiro 2004 |
| Comentário prova: | Nariz distinto. O mineral e o fumo emanam por detrás de aromas a fruta e a couro fino. Nuances florais completam um nariz com personalidade que, com o tempo de abertura ganha alguma predominância de aromas a madeira. Na boca é longo, com uma acidez que refresca os sabores a madeira e a fruta. Os taninos estruturados marcam presença e caminham no sentido da integração. Apesar do equilíbrio sabor/aromas, a madeira marca um pouco o perfil. Segue o estilo idealizado para o Quinta do Monte d'Oiro Reserva 2000, verificando-se, no entanto, que a madeira predomina na sua estrutura. Se seguir as pisadas da colheita de 1998, esta colheita de 2000 evoluirá harmoniosamente. |
| Ptos*: | 15,5 |
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* Base de pontuação 20 |
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